Após enfrentar um grave comprometimento pulmonar decorrente de uma doença autoimune, Matheus, um advogado residente em Tapiramutá, no interior da Bahia, conseguiu retomar suas atividades cotidianas e profissionais. Aos 33 anos, o baiano precisou interromper sua carreira e passar a utilizar oxigênio suplementar, chegando a um estágio de debilitação física que o impedia de realizar tarefas básicas, como carregar seu filho recém-nascido ou caminhar até o seu local de trabalho.
Para viabilizar o tratamento, o paciente transferiu seu acompanhamento médico para São Paulo, onde residiu com a família enquanto aguardava na fila por um doador. Em janeiro de 2025, o transplante foi realizado com sucesso no Hospital São Luiz Itaim, unidade da Rede D’Or que, na ocasião, executou a cirurgia de pulmão pela primeira vez em seus mais de 80 anos de história.
O período pós-operatório, iniciado após a alta hospitalar em março de 2025, incluiu sessões de fisioterapia e monitoramento médico constante. Com a evolução positiva do quadro clínico, Matheus recuperou sua independência, voltando a dirigir e a participar da criação de cães e da construção de sua casa. Quatro meses depois do procedimento, o advogado retornou ao seu estado de origem, descrevendo a experiência como “um recomeço, uma nova vida”.
Conforme informações compiladas pelo Registro Brasileiro de Transplantes, gerido pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, o Brasil contabilizou 96 procedimentos de pulmão ao longo de 2025, sendo os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul os polos com os maiores volumes de cirurgias. O panorama nacional, contudo, lida com desafios severos: enquanto o Ministério da Saúde aponta uma fila de espera superior a 49,5 mil brasileiros por um órgão, a média atual de notificação é de apenas 20 doadores efetivos por milhão de habitantes.
Imagem meramente ilustrativa. Crédito da ilustrativa: Unidos pela Vida


