Quarta-feira, 7 de outubro de 2026 · Salvador, BA

EUA enviam drones MQ-9 Reaper para Colômbia e Equador, revela NYT

EUA enviam drones “caçadores-assassinos” MQ-9 Reaper para Colômbia e Equador. As aeronaves reforçarão missões antinarcóticos e antiterrorismo na América do Sul, marcando uma mudança estratégica militar na região. #Geopolítica #Defesa #Drones

drones MQ-9 Reaper

Os Estados Unidos começaram a transferir drones militares MQ-9 Reaper para a Colômbia e o Equador, onde serão usados em missões antinarcóticos e antiterrorismo. A informação foi publicada pelo The New York Times nesta terça-feira (6), que ouviu dois funcionários americanos a par da decisão sob condição de anonimato.

No mês passado, as aeronaves partiram de bases africanas com destino à América do Sul. Essa movimentação se insere na estratégia adotada pelo governo de Donald Trump para reforçar a presença militar em países latino-americanos parceiros. A CNN já havia noticiado em setembro o projeto de levar os equipamentos para atuar na região, mas somente agora o destino final foi confirmado.

Até o momento, não se sabe quantas unidades exatamente serão mandadas a Bogotá e Quito. Gian Carlo Loffredo, ministro da Defesa do Equador, afirmou a veículos locais na semana anterior que duas aeronaves já cruzam o espaço aéreo do país. Já as autoridades colombianas comunicaram durante o verão que concordaram em acolher três unidades do MQ-9 Reaper, além de estudarem a compra de uma quarta.

As pastas da Defesa da Colômbia e do Equador foram procuradas pelo New York Times e não retornaram. Tampouco quis se manifestar o Comando Sul dos EUA, que responde pela área.

Apelidado de “caçador-assassino”, o MQ-9 Reaper é usado para bombardear com precisão alvos terroristas, a exemplo do ISIS e do al-Shabab no continente africano. Esse foi o modelo empregado pelos EUA na mo$@#& do comandante da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, Qassim Suleimani, em 2020. A reportagem ressalta, porém, que o arsenal desses aparelhos se tornou reduzido depois das perdas na guerra contra o Irã, “onde pelo menos 45 unidades dos EUA foram destruídas”.

Conforme disseram à CNN, em setembro, seis fontes a par do planejamento, os militares americanos já tinham a intenção de transferir para o comando responsável pela América do Sul os MQ-9 Reaper que estavam em solo africano. Essa decisão faz parte de uma série de remanejamentos de equipamento para a região, ao passo que autoridades dos EUA divulgam parcerias militares no combate ao narcoterrorismo.

Em campanha contra embarcações suspeitas de traficar drogas, os EUA mandaram no ano passado ao Caribe um conjunto formado por drones MQ-9, caças F-35 e ao menos um gunship AC-130. Essa nova alteração ocorre justamente quando membros do governo Trump tornam público o propósito de ampliar ações terrestres ao lado de países aliados sul-americanos.

A retirada da África se dá mesmo diante de temores que não desapareceram quanto ao terrorismo naquele continente. Oficiais militares dos EUA vêm advertindo que organizações terroristas, entre elas o ISIS e o al-Shabaab, continuam a se expandir na medida em que a presença americana encolheu nos últimos anos. Mesmo com esse cenário, os ataques e as operações conjuntas contra esses grupos não perderam o ritmo.

Publicado em janeiro, o documento da Estratégia Nacional de Defesa traz Pete Hegseth, secretário de Defesa, apontando o resguardo do território dos Estados Unidos e da porção ocidental do globo como a principal missão do Pentágono. Acontece que Washington mantém frentes abertas ao mesmo tempo no Pacífico, no Oriente Médio e na Europa, o que empurra há anos a sua atuação militar no continente africano para o fim da fila das urgências da pasta.

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