Sexta-feira, 2 de outubro de 2026 · Salvador, BA

Lula afirma que Jaques Wagner quer depor sobre Credcesta e Banco Master

Lula afirmou no Flow Podcast que o senador Jaques Wagner quer depor para esclarecer investigações sobre o Credcesta e o Banco Master. O presidente defendeu o parlamentar, negando qualquer envolvimento dele em irregularidades. #JaquesWagner #Lula #Política

Lula afirma que Jaques Wagner quer depor sobre Credcesta e Banco Master

O senador Jaques Wagner (PT) demonstrou disposição para prestar esclarecimentos às autoridades no âmbito das investigações que envolvem o Credcesta e o Banco Master. A informação foi transmitida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante participação no Flow Podcast, nesta quinta-feira (1º).

Lula assegurou que o parlamentar baiano não possui qualquer ligação com as irregularidades apuradas e ressaltou o interesse dele em colaborar. “Tudo que Jaques Wagner quer é ser chamado para prestar depoimento”, declarou o presidente.

De acordo com o relato de Lula, o negócio teve início a partir de uma política de cesta básica implementada na Bahia quando Wagner governava o estado. O presidente mencionou que o senador vendeu a operação para empresários e que, depois disso, eles assumiram o controle do empreendimento.

Segundo Lula, a operação só passou a ter o Credcesta sob o guarda-chuva do Banco Master depois que companhias vinculadas à instituição financeira adquiriram uma fatia do empreendimento. O petista relatou ainda que os participantes buscaram converter o negócio em banco, o que veio a ocorrer anos depois, já na gestão de Jair Bolsonaro (PL).

Ao fazer referência ao então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, Lula foi enfático: “O Roberto Campos deixou virar banco e começou a fazer maracutaia, fazer trambique e comprar o que não podia comprar”.

O presidente voltou a defender Jaques Wagner, negando qualquer participação do senador nas irregularidades sob investigação. Ele acrescentou que o parlamentar aguarda ser convocado para depor, mas até o momento não teria recebido chamado oficial.

A defesa de Jaques Wagner também rechaça as imputações e apresenta outra cronologia: o Credcesta já existia bem antes de o Banco Master ingressar no negócio. O programa foi criado quando a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), que administrava o Cesta do Povo, deixou de ser estatal. Na sequência, o empreendimento pertenceu a empresas ligadas à PKL One e ao Banco Máxima — este último daria origem, tempos depois, ao Banco Master.

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