O selo Midnight Universe chega às bancas nesta quarta-feira, 7 de outubro, com três títulos que subvertem as origens de heróis clássicos da Marvel. A proposta é apresentar uma realidade sombria onde a esperança não tem vez e os ícones dos quadrinhos ganham formas monstruosas.
As revistas Midnight Spider-Man, Midnight X-Men e Midnight Fantastic Four são lançadas simultaneamente e oferecem abordagens distintas do macabro, mas formam um universo interligado com construção de lore rica. Cada uma explora um subgênero do horror, mantendo a possibilidade de conexões futuras.
Na versão de Phillip Kennedy Johnson e ScieTronc, o Homem-Aranha tem sua origem distorcida para um pesadelo de horror corporal, transformando o lema de Peter Parker em “Com grandes poderes vêm algo monstruoso”. Já o Quarteto Fantástico, sob o comando de Benjamin Percy e Kev Walker, adota uma abordagem cósmica antes mesmo da formação do grupo, lançando a família em terror intergaláctico. Os X-Men, por sua vez, são reimaginados como criaturas noturnas sugadoras de sangue por Jonathan Hickman e Matteo Della Fonte.
Durante participação no podcast Battle of the Atom, Hickman comentou que os criadores já delinearam como as três histórias se conectarão, mas a Marvel não tem pressa para um crossover. “Temos um plano para como os quadrinhos vão se tocar”, afirmou. “Eu não esperaria isso nos primeiros dez meses, mas em algum momento perto disso, talvez a gente faça algo bem legal e os livros comecem a se tocar levemente.”
O roteirista, que já trabalhou com o Quarteto Fantástico, destacou a importância de preservar as identidades únicas de cada horror. “É importante que a gente não estrague as vibes aqui no começo”, continuou. Embora a Marvel já tenha flertado com o terror, essas histórias vão a extremos e não dependem de personagens canônicos como Blade, Lobisomem ou Monstro do Pântano. O medo vem dos próprios poderes que tornam esses heróis únicos, resultando em narrativas maduras que vão além de versões zumbificadas.
Hickman revelou que, ao ver o que Percy estava escrevendo para o Quarteto, sentiu necessidade de repensar seu próprio trabalho. “Eu literalmente senti que tinha que voltar à prancheta sobre o que estava fazendo”, contou. A experiência foi inspiradora e o levou a ajustar sua abordagem para atingir o padrão estabelecido pelo atual roteirista do Justiceiro. “Eu fiquei tipo: ‘Ah, estamos indo com tudo nisso. Sim, vamos fazer isso.’ E foi muito inspirador para mim pessoalmente.” O retorno de Hickman aos X-Men é violento, com uma Nova York à beira de uma guerra santa entre vampiros e impérios mutantes, enquanto a humanidade fica no meio, servindo de banquete.
Os primeiros números do Midnight Universe já estão disponíveis. A expectativa é que o selo continue a explorar essas versões sombrias nos próximos meses.


