Perda dentária impacta bem-estar e convívio social, aponta pesquisa

Perda dentária impacta bem-estar e convívio social, aponta pesquisa

A ausência de dentes naturais ultrapassa as limitações físicas relacionadas à mastigação, exercendo influência direta na saúde emocional e na interação social de parcela significativa da população brasileira. Conforme dados extraídos da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal SB Brasil 2023, realizada pelo Ministério da Saúde, cerca de 36,27% dos indivíduos entre 65 e 74 anos não possuem mais qualquer dente natural.

O levantamento revela ainda que mais da metade dos brasileiros nessa faixa etária enfrenta reflexos práticos em suas rotinas diárias, destacando dificuldades alimentares e o sentimento de constrangimento ao sorrir. Esse cenário, que pode ser observado em diversas regiões, incluindo capitais como Salvador, reforça a necessidade de um olhar atento para as consequências psicológicas da saúde bucal.

Para o cirurgião-dentista e implantodontista Gabriel Paternostro, o problema deve ser tratado sob uma perspectiva integral. “Quando uma pessoa deixa de sorrir, evita conversar de perto ou começa a se afastar de situações sociais por vergonha dos dentes, estamos diante de uma questão que envolve autoestima e qualidade de vida. A falta de dentes pode fazer com que o indivíduo passe a esconder o sorriso e até evite determinadas situações por insegurança. Por isso, a reabilitação oral não deve ser vista apenas como uma questão estética, mas como uma possibilidade de recuperar função, segurança e liberdade para voltar a se relacionar sem constrangimento”, pontua o especialista.

O tema ganha relevância ao ser debatido durante o mês de setembro, período dedicado a ações de apoio emocional e prevenção ao isolamento. Segundo o profissional, o tratamento odontológico é um componente essencial para o bem-estar do paciente.

“É importante compreender que tratar a perda dentária não significa simplesmente voltar a ter dentes, mas voltar a comer com segurança, falar sem constrangimento e sorrir sem tentar esconder a boca. Recuperar essas possibilidades pode representar uma mudança importante na relação da pessoa consigo mesma e com os outros”, conclui Paternostro. A recomendação técnica é que cada caso seja avaliado individualmente por um profissional para a definição do protocolo de reabilitação mais adequado.

Foto: Divulgação

LEIA MAIS:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *