O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para o Switch 2 conquistou a maior média de avaliações entre os lançamentos de 2026 até agora. No agregador Metacritic, o jogo registra nota 96; no OpenCritic, 95. A diferença para o segundo colocado é considerável, segundo os próprios agregadores.
O clássico original de Nintendo 64, lançado em 1998, mantém a nota 99 no Metacritic — marca que o novo título ainda não alcançou. Já a versão Ocarina of Time 3D, de 2011, havia ficado com 94. O remake supera esse lançamento anterior em dois pontos.
A crítica tem apontado pequenas ressalvas, como inconsistências no estilo artístico e algumas atualizações que não agradaram totalmente. Ainda assim, o consenso é de que a nova versão tornou o jogo mais acessível sem perder a essência, dialogando com os temas de mudança e passagem do tempo.
Em sua análise de cinco estrelas, Keza MacDonald, do The Guardian, escreveu: “A equipe moderna de Zelda da Nintendo transformou um dos melhores jogos dos anos 1990 em um dos melhores jogos dos anos 2020, e fez de todos nós viajantes do tempo.” MacDonald, fã do original, elogiou o visual “não tanto realista, mas hiper-real” e as novas cenas que “trouxeram o drama épico latente em uma história antes esparsa”.
Ainda segundo a jornalista, “apesar de todo esse novo brilho, Ocarina of Time mantém sua melancolia discreta. Há uma tragédia essencial nessa história sobre um herói menino cuja infância é roubada por um rei maligno. É um conto de fadas sombrio que começa com um pesadelo e a mo$@#& de um deus da floresta, às vezes assustador e, como todos os contos infantis que resistem ao tempo, totalmente sem condescendência.”
No Eurogamer, Christian Donlan também deu nota máxima. Ele confessou que temia “ter que enfrentar um jogo outrora ótimo e ecoante e, depois, reunir mil palavras de reverência comedida”, mas surpreendeu-se com o quanto a experiência se mostrou prazerosa e renovada. Donlan notou ganhos de majestade visual em algumas áreas e perda de identidade em outras: “Você também poderia, ocasionalmente, ser perdoado por se perguntar se entrou em um dos doze jogos third-person em Unreal em desenvolvimento no momento. É agradável de olhar, mas às vezes não parece especificamente Zelda.” Ele elogiou as mudanças de jogabilidade “silenciosamente transformadoras”, que fazem o jogo “agora correr em um ritmo surpreendente”.
Donlan refletiu sobre o efeito de jogar um remake de trinta anos que trata justamente da passagem do tempo: “Foi sempre tão bom assim? As masmorras sempre foram tão complexas e desafiadoras, mas também tão lúdicas, tão coerentes? É impossível para mim dizer a essa altura. Este é Ocarina como sempre foi, atemporal e intrincado, mas também tem uma vibração e clareza que fazem parecer que foi criado na quarta-feira passada.”
Do ponto de vista técnico, William Judd, do Digital Foundry, classificou o remake como “de qualidade incrível, entregando uma experiência surpreendentemente sombria e atmosférica que aproveita plenamente o hardware do Switch 2 enquanto ainda honra a estrutura atemporal da obra-prima original”. Sobre o desempenho, escreveu: “Enquanto o original de N64 operava a conservadores 20fps, o remake para Switch 2 mira e mantém fluidos 60. A entrega de quadros permanece excepcionalmente consistente nos modos docked e portátil, proporcionando uma experiência suave sem esforço. Esse salto dramático na fluidez melhora muito as sequências de ação, o timing de plataforma e a exploração geral por Hyrule.”
No Polygon, Giovanni Colantonio afirmou que o remake só reforça a grandeza do original e como sua idade trabalha a favor. “O que imediatamente se destaca em Ocarina of Time ao lado de jogos modernos — até mesmo dos jogos modernos de Zelda — é como nem um momento parece desperdiçado. Cada side-quest, minigame ou gruta escondida parece sob medida, como se tivesse sido esculpida para conter um segredo memorável. […] Não há duas atividades que pareçam resultado de designers copiando e colando assets pelo mundo só para encher o jogo com mais trabalho entediante. Isso contrasta com orgulho com aventuras modernas que fazem muito menos com muito mais.”
Colantonio concluiu: “Passei a melhor parte da minha vida ouvindo pessoas repetirem que Ocarina of Time é o maior jogo de todos os tempos. Em algum momento, isso começa a perder o sentido, como dizer que os Beatles são a melhor banda de todos os tempos baseando-se apenas em um consenso cultural aceito. Mas o remake para Switch 2 nos lembra por que Ocarina of Time conquistou esse título em primeiro lugar.”
O lançamento de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para Switch 2 está marcado para 5 de novembro, com exclusividade para o console.


