Sábado, 10 de outubro de 2026 · Salvador, BA

Seminarista é alvo da Operação Rede Interrompida por suspeita de integrar grupo violento

Um seminarista é alvo da Operação Rede Interrompida por suposta articulação de atos violentos em Brasília para 2026. A polícia investiga planos de invasão e fabricação de explosivos envolvendo um grupo nacional. #Noticias #PCDF #SegurancaPublica

Operação Rede Interrompida

Um seminarista ligado a um mosteiro em Pernambuco está entre os oito alvos da Operação Rede Interrompida, deflagrada nesta terça-feira (4/8) pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Segundo a investigação, ele participava de discussões sobre ações violentas em Brasília durante o período das eleições de 2026.

Os agentes fizeram buscas no alojamento usado pelo investigado dentro do mosteiro e cumpriram medidas cautelares autorizadas pela Justiça. O seminarista era apontado como participante das conversas sobre a organização nacional do grupo, mas a PCDF ainda analisa o material apreendido para individualizar a responsabilidade de cada suspeito.

A operação é conduzida pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCev), ligada ao Departamento de Inteligência da PCDF. Os investigados têm entre 19 e 31 anos e foram localizados em Pernambuco, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As apurações começaram após um relatório técnico produzido pelo Ciberlab, laboratório vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

As comunicações analisadas mencionavam Brasília como destino de uma mobilização planejada para 2026 e incluíam debates sobre invasão de prédios, escolha de alvos, formação tática, recrutamento, mapas, plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de edifícios da região central. Também foram compartilhados manuais para a fabricação de artefatos explosivos. O inquérito apura, em tese, associação criminosa, incitação ao crime, apologia ao crime ou criminoso e delitos previstos na legislação antirracismo. A PCDF informou que, até o momento, os fatos não foram enquadrados na Lei de Terrorismo.

Imagem meramente ilustrativa. Crédito da ilustrativa: CNN Brasil

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