Conforme informações da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o mercado de franquias na Bahia registrou um faturamento de R$ 5,4 bilhões entre janeiro e junho de 2026. Esse desempenho representa uma alta de 10% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. No fechamento dos seis meses iniciais, o estado somava 7.529 operações ativas e sustentava 64.644 postos de trabalho com carteira assinada, o que representa um crescimento de 1,4% em ambos os indicadores.
A expansão do faturamento teve como principais motores os segmentos de Saúde, Beleza e Bem-Estar, que avançaram 17%, seguidos por Entretenimento e Lazer, com 15,9%, e Limpeza e Conservação, com 13,7%. O setor de serviços tem sido um dos pilares para a economia local, impulsionado por mudanças nos hábitos de consumo e pela busca por conveniência, impactando áreas como a saúde e a otimização do tempo das famílias.
Fernando Ribeiro, diretor regional da ABF Nordeste, destaca que o cenário reflete uma diversificação importante das marcas no estado. “O crescimento das franquias na Bahia reflete um mercado consumidor relevante e, ao mesmo tempo, um movimento de maior diversificação do franchising no Estado. Estamos vendo redes avançarem em segmentos ligados a necessidades cada vez mais presentes no cotidiano, como saúde, bem-estar, lazer e serviços. Além de Salvador e da Região Metropolitana, existe um potencial importante de expansão em cidades do interior, que vêm ganhando atenção das marcas”, afirma.
A trajetória de crescimento também se confirmou no Nordeste, onde o faturamento subiu 10,6%, chegando a R$ 21,5 bilhões, com 29.796 unidades franqueadas. Em âmbito nacional, as receitas somaram R$ 149 bilhões, consolidando um salto de 9,7% frente aos primeiros seis meses de 2025. Esse desempenho foi alcançado mesmo sob a pressão de um ambiente econômico desafiador, pressionado por crédito restrito e taxas de juros elevadas.
Para os próximos períodos, a expectativa é de uma estratégia de expansão mais criteriosa pelas redes. “A tendência é de um crescimento cada vez mais criterioso, com as redes buscando eficiência, rentabilidade e conhecimento do mercado local antes de abrir novas unidades. Na Bahia, vemos espaço tanto para a interiorização das marcas quanto para formatos mais enxutos e flexíveis. Tecnologia, digitalização da gestão e modelos capazes de atender novos hábitos de consumo também devem ganhar importância nas estratégias de expansão”, acrescenta Ribeiro.
Imagem meramente ilustrativa. Crédito da ilustrativa: Estadão


