Terça-feira, 6 de outubro de 2026 · Salvador, BA

Aeroporto israelense teria sido o alvo de sequestrador em voo da Flydubai, aponta autoridade

Autoridades israelenses apontam que o Aeroporto Ben Gurion seria o alvo de uma tentativa de sequestro no voo da Flydubai. O copiloto, já suspeito de extremismo, tentou assumir o comando da aeronave com um machado, mas foi contido pela tripulação. #Notícias #Aviação #Segurança

Aeroporto Ben Gurion

O maior terminal aéreo internacional de Israel, o Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv, teria sido o alvo escolhido pelo suspeito de tentar sequestrar o voo FZ1073 da Flydubai — que saiu de Dubai rumo a Tel Aviv. É o que apontam uma autoridade israelense e uma fonte do país com acesso às investigações. Quem divulgou essa hipótese primeiro foi a emissora Canal 12 de Israel.

Hamam al-Hammami, o copiloto apontado como mentor da tentativa de sequestro, foi contido após o comandante Smit Machchhar e outros ocupantes da aeronave reagirem, dominando-o e reassumindo o controle do voo. O incidente aconteceu enquanto o avião cruzava o espaço aéreo da Arábia Saudita. Ainda não se esclareceu o motivo pelo qual al-Hammami teria atacado o comandante naquele momento, considerando a suspeita de que seu destino final seria um aeroporto em Israel.

Israel está recebendo informações das autoridades dos Emirados Árabes Unidos, que encabeçam as apurações do caso. O processo investigativo ainda é recente e pairam incertezas quanto às motivações do acusado. Segundo o procurador-geral dos Emirados, Hamad Saif Al Shamsi, o copiloto usou um machado de emergência — ferramenta obrigatória nas cabines da maioria das aeronaves — para agredir seu colega e tentar assumir o comando do voo, qualificando o episódio como um “ato terrorista”.

Levantamentos feitos pela CNN em momento anterior indicam que, quando se preparava para atuar como piloto, al-Hammami já tinha sido afastado do posto que ocupava na companhia aérea estatal de Omã, em razão de preocupações com suas convicções extremistas. Depois disso, a empresa o transferiu para uma função administrativa. Procurada pela CNN, a companhia compartilhou informações sobre esse histórico.

A apuração também se dedica a elucidar por quais meios o suspeito foi capaz de contornar as barreiras de segurança de duas nações conhecidas por seus protocolos rigorosos. De acordo com a Autoridade Tributária de Israel, a relação de passageiros e tripulantes foi entregue às autoridades locais previamente à decolagem; contudo, a entidade ressaltou que dúvidas referentes à checagem do histórico dos tripulantes devem ser direcionadas ao Ministério dos Transportes.

O Shin Bet, agência de segurança interna de Israel, também direcionou a CNN ao Ministério dos Transportes, declarando que o órgão é “responsável por todas as questões de segurança relacionadas a companhias aéreas estrangeiras”. O Ministério dos Transportes informou que seus procedimentos não incluem a checagem dos nomes dos tripulantes, embora esses nomes sejam enviados à Autoridade Tributária de Israel, que os registra para eventual consulta por parte dos serviços de segurança.

O ministério acrescentou que todos os tripulantes precisam de visto de viagem para entrar no país e que um passaporte de Omã deveria ter disparado um alerta no momento do check-in. No entanto, a pasta também afirmou que seus “procedimentos não abordam a ameaça representada por um piloto”.

A CNN informou no domingo que o suspeito provavelmente agiu sozinho e que, até o momento, Israel não tem conhecimento de qualquer ligação com organizações terroristas que tenham treinado, financiado ou organizado o ataque.

Ao serem consultados pela CNN, especialistas no setor aéreo esclareceram que cabe aos governos, companhias aéreas e órgãos de segurança locais a incumbência de verificar o histórico dos pilotos. Como as normas variam conforme o país, a administração das credenciais de segurança e das licenças de voo é realizada por cada nação de forma independente.

A Flydubai informou que, por conta da investigação em curso, não se pronunciará sobre o ocorrido. Paralelamente, a CNN buscou retorno por parte da Oman Air, do escritório de imprensa do governo de Dubai e do Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos para obter posicionamentos oficiais.

Crédito da ilustrativa: Mairon pelo Mundo

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