Quinta-feira, 15 de outubro de 2026 · Salvador, BA

Alckmin: apoio do PL ao fim da escala 6×1 foi motivado por ‘medo eleitoral’

Alckmin afirmou que o apoio do PL ao fim da escala 6×1 foi motivado por medo eleitoral, alertando que a oposição pode tentar reverter a medida futuramente. O vice-presidente defendeu que o ajuste fiscal foque em supersalários e privilégios, sem prejudicar aposentados ou a economia.

Alckmin: apoio do PL ao fim da escala 6×1 foi motivado por ‘medo eleitoral’

Em Salvador, antes do encontro com empresários baianos, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, declarou nesta quinta-feira, 15, durante entrevista coletiva, que os parlamentares do PL apoiaram o encerramento da jornada 6×1 temendo o julgamento das urnas e que pretendem alterar o texto mais adiante.

“Na realidade, nós sempre defendemos. O presidente Lula sempre defendeu. Eles votaram por medo eleitoral e tem a ideia de mudar em seguida. Essa é a realidade. Então vamos ficar atentos, ficar atentos com a verdade”, afirmou Alckmin.

Essa ressalva surgiu depois que Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, comunicou na terça-feira, 13, que daria seu voto pela extinção da escala 6×1 — mudança aprovada pelos senadores na quarta-feira, 14, e que diminui a carga semanal de 44 para 40 horas, assegurando dois dias de folga pagos. Antes disso, o senador tinha chamado a iniciativa de “oportunista”.

Para Lula, o projeto representa “mais do que uma mudança na jornada” e vai garantir aos brasileiros “ter mais tempo para viver”.

Mesmo com a nova posição, o senador já vinha, conforme reportagens, dando sinais a aliados e empresários de que pretendia revisar a PEC se chegasse à Presidência.

Na entrevista coletiva, Alckmin saiu em defesa de um ajuste fiscal voltado sobretudo a cortar supersalários, privilégios e desperdícios, sem tirar nada dos aposentados. “Ajuste fiscal, nós defendemos. Agora, não é possível você faz um ajuste fiscal em cima, por exemplo, do aposentado”, disse. “Nós vamos fazer ajuste fiscal em cima dos supersalários, dos privilégios de 300.000 e 400.000 reais, de desperdício”, acrescentou.

Segundo o vice-presidente, a contenção de gastos precisa caminhar junto com a expansão da economia e do emprego, o que melhora a relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB).

Alckmin recusou qualquer medida que jogue o País na recessão e no desemprego ou repasse o custo do ajuste à classe média e à população de menor renda. “Nós temos que fazer a economia crescer, o PIB crescer, o emprego crescer, a economia crescer e segurar despesa. Aí você melhora a relação dívida PIB”, afirmou.

Imagem meramente ilustrativa. Crédito da ilustrativa: UOL Notícias

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