Glen Schofield revela que teve de lançar o game antes do tempo durante a pandemia
Em entrevista ao Gamesindustry.biz, Glen Schofield, criador de Dead Space, afirmou que a Krafton o obrigou a lançar The Callisto Protocol antes de o jogo estar pronto. “Fui forçado a lançar o jogo. Estou bravo comigo mesmo, sem dúvida. Fiquei tão chocado com essa decisão, porque tivemos a porra da Covid. Um milhão de pessoas mo$@#& na América. Perdi um dos meus melhores amigos. Todo mês, de quatro a seis pessoas na minha empresa ficavam doentes”, declarou.
Schofield ainda detalhou o impacto da pandemia na equipe: “Houve momentos em que nosso pequeno time na Espanha foi fechado; isso acontece em um lugar pequeno como aquele e você perde sua equipe de renderização por um tempo. A principal coisa com que você se preocupa, não que você normalmente não se preocupe, é a saúde da sua equipe. Fazer um jogo se tornou secundário porque isso é sobre a vida. Isso é sobre humanidade”.
Com uma carreira de destaque na indústria, Schofield foi o criador e produtor executivo de Dead Space, além de ter atuado como produtor em três jogos de Call of Duty e em Blood Omen 2: Legacy of Cain.
Desenvolvido pela Striking Distance Studios sob a égide da Krafton, The Callisto Protocol não atendeu às expectativas elevadas após a publisher investir US$ 100 milhões no projeto. A recepção crítica foi morna, embora nossa análise tenha concedido uma nota 79. Um dos principais problemas foi a queda de quadros, que gerou avaliações negativas severas no lançamento. Esse tipo de falha poderia ter sido corrigido com alguns meses adicionais de desenvolvimento — ou, alternativamente, se o jogo não tivesse sido atingido pelos horrores de uma pandemia global no meio do processo.
As dificuldades levaram a demissões no estúdio em agosto de 2023, seguidas por uma nova onda em fevereiro de 2025. Em 2026, Schofield se aposentou dos videogames após seu projeto seguinte não conseguir financiamento, comentando que “talvez eu tenha dirigido meu último jogo”.
Mais adiante na entrevista, Schofield observou: “[A Krafton] achou que Callisto foi um fracasso completo. O que eles não sabiam enquanto tudo o que faziam era reclamar é que estávamos fazendo patches. Esperei até terminar todo o DLC e lançar 86 patches. Isso foi muito trabalho. Todos os dias você entra, faz mudanças. Algumas são pequenas, outras enormes. Tudo isso para trazê-lo de volta aonde precisava estar”. O jogo de fato recebeu os patches e atualizações — tanto para corrigir a queda de quadros quanto para adicionar novos capítulos à história. Mas, infelizmente, claramente não foi o suficiente.
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