Quarta-feira, 7 de outubro de 2026 · Salvador, BA

Dia das Crianças deve movimentar R$ 18,11 bilhões no varejo; Pix lidera pagamentos

O Dia das Crianças deve movimentar R$ 18,11 bilhões, com o Pix sendo o meio de pagamento favorito. Apesar da alta demanda, o SPC alerta para o cuidado com o endividamento emocional na hora de presentear os pequenos. #DiaDasCriancas #Varejo #Economia

Dia das Crianças

Segundo estudo realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), as vendas voltadas ao Dia das Crianças de 2026 tendem a movimentar R$ 18,11 bilhões na economia do país. O montante leva em conta que 74% dos moradores das capitais manifestaram intenção de adquirir presentes para a data, comemorada em 12 de outubro.

O levantamento indica que cada comprador deve desembolsar, em média, R$ 308, levando 2,3 itens. Entre os entrevistados, 36% planejam gastar acima do que gastaram no exercício anterior. José César da Costa, presidente da CNDL, avalia que o período funciona como termômetro para o comércio no encerramento do ano. “O comportamento do consumidor antecipa tendências que preparam o terreno para o Natal”, declarou.

O Pix é a forma de pagamento à vista preferida: 58% das compras serão quitadas por esse meio, enquanto 24% usarão cartão de débito e 18% dinheiro. No total, 80% das transações serão sem parcelamento.

A pesquisa de preços será feita antes de fechar a compra por 70% dos consumidores. Para 61% dos entrevistados, os valores praticados hoje superam os de 2025, e é exatamente essa diferença que obriga o comprador a procurar opções mais baratas.

O comércio físico responde por 70% das vendas, enquanto o ambiente digital conquista metade dos compradores. Entre os que optam pela internet, 72% dão preferência a aplicativos de varejistas internacionais. Vestuário, calçados e bonecos aparecem no topo da lista de intenções. A escolha final fica em grande parte com os adultos, ainda que a influência dos pequenos pese sobre 35% dos compradores.

A pesquisa mostra que, entre os que pretendem comprar presentes, 35% estão inadimplentes. Nesse grupo, 79% têm o nome inscrito em cadastros de restrição ao crédito, embora a maioria se esforce para não atrasar as despesas essenciais. Outros 22% admitem gastar acima do que o orçamento suporta. Para 31%, o carinho justifica o excesso: querem agradar as crianças de qualquer forma, mesmo que isso resulte em dívidas.

O SPC Brasil chama a atenção para o perigo de as finanças ficarem comprometidas por compras movidas pela emoção. “O apelo é compreensível, mas não deve prejudicar a família. Evitar a euforia impede o endividamento”, disse Roque Pellizzaro Júnior, presidente do SPC Brasil.

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