Terça-feira, 27 de outubro de 2026 · Salvador, BA

Flávio Bolsonaro teria embarcado para os EUA via Argentina, mas aliados contestam

site argentino aponta que Flávio Bolsonaro teria viajado aos EUA via Argentina, mas aliados negam a informação. O senador, que teve passaportes retidos pelo STF, afirma que não pretende deixar o país.

Flávio Bolsonaro

Um voo particular com destino inicial à Argentina e possível seguimento aos Estados Unidos teria sido usado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) na noite de segunda-feira (26/10). A informação foi veiculada pelo site argentino Infobae na madrugada desta terça (27/10), mas integrantes da campanha do parlamentar negam a versão.

A publicação relata que Flávio desembarcou em Puerto Iguazú a bordo de um Gulfstream G400, matrícula LV-JQW, cuja operação é da Baires Fly SA. Conforme os registros argentinos, a aeronave pertence à companhia desde 25 de setembro de 2020. Já os dados do Flightradar24 apontam que o trajeto começou em Buenos Aires, sem nenhuma informação sobre um trecho seguinte.

O Infobae sustenta a suposição de que o senador cruzou a fronteira portando o documento de identidade nacional. Conforme apurou o Metrópoles, a Polícia Federal (PF) buscou as autoridades argentinas na manhã de terça para confirmar se esse relato se sustenta. Por sua vez, Rogério Marinho (PL-RN), senador e coordenador da campanha de Flávio, disse que a informação é falsa.

A Polícia Federal tinha exigido na segunda-feira que o então candidato, vencido nas eleições, devolvesse os passaportes comum e diplomático. A determinação partiu de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator da investigação sobre Flávio e o advogado Willer Tomaz por lavagem de dinheiro. Por meio de vídeo publicado nas redes sociais, o senador contestou: “Nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”.

Flávio atribuiu a decisão de Moraes a uma declaração do irmão, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, que teria sugerido que ele deixasse o Brasil. Conforme Eduardo, o senador ficaria exposto a investigações depois de deixar o Senado e perder a imunidade parlamentar. “Isso se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro de que eu deveria deixar o país se eu perder essa eleição. Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é Justiça?”, questionou Flávio.

O episódio ocorre em meio ao processo eleitoral e a desdobramentos judiciais que envolvem o senador. A reportagem procurou confirmar os deslocamentos citados, mas não localizou registros que comprovem a rota atribuída a Flávio além do trecho Buenos Aires–Puerto Iguazú.

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