No dia 5 de janeiro de 2027, o petista Luiz Inácio Lula da Silva assume o Palácio do Planalto para o que será o seu quarto mandato — a cerimônia acontece quatro dias antes do 1º de janeiro, que até então vinha servindo de referência. Essa mudança no calendário vem da Emenda Constitucional 111, aprovada pelos parlamentares em Brasília em setembro de 2021 e que, desde a redemocratização, nunca havia sido aplicada.
Pelo texto constitucional alterado, a cerimônia dos governadores e de seus vices fica marcada para 6 de janeiro, no dia seguinte à do presidente. Antes disso, a Carta de 1988 fixava o 1º de janeiro como data única para que todos os chefes do Executivo — federal e estaduais — assumissem seus cargos.
A alteração foi motivada, entre outros pontos, pela dificuldade logística de montar as solenidades em pleno feriado de Ano-Novo e pelo objetivo de assegurar que autoridades vindas do exterior possam comparecer a Brasília. Além disso, ao desmembrar a posse presidencial das estaduais, o calendário possibilita que os governadores eleitos passem pela capital federal para a cerimônia antes de tomarem posse nos próprios estados, no dia seguinte.
A emenda é de 2021, mas não alcançou a posse de Lula em 2023: o próprio texto trouxe uma regra de transição pela qual os mandatos iniciados naquele ano só se encerrariam quando os eleitos em 2026 assumissem, já em janeiro de 2027. Já a cerimônia que empossa o presidente, organizada pelo Congresso Nacional, costuma repetir o desfile em carro aberto, a recepção feita por autoridades do Legislativo e o discurso de quem toma posse.
Já deputados federais e senadores são empossados em 1º de fevereiro de 2027 — data em que as duas Casas elegem também suas Mesas diretoras, cujo mandato dura dois anos. No segundo turno da disputa presidencial, Lula recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro (PL).


