Sexta-feira, 6 de novembro de 2026 · Salvador, BA

FLICA 2026 leva escritoras negras a Cachoeira para debater literatura, memória e futuros

A FLICA 2026 chega a Cachoeira com uma programação potente focada na imaginação de mulheres negras. Escritoras e ativistas debatem memória e futuros em mesas, oficinas e distribuição gratuita de livros pela Fundação Rosa Luxemburgo.

FLICA 2026 leva escritoras negras a Cachoeira para debater literatura, memória e futuros

Nesta sexta-feira (6), Cachoeira, no Recôncavo Baiano, recebe uma programação gratuita que reúne, em diferentes gerações, mulheres negras ligadas à escrita, às artes e ao ativismo. A iniciativa é da Fundação Rosa Luxemburgo – Escritório Brasil e Paraguai e faz parte da 14ª Festa Literária Internacional de Cachoeira (FLICA), cujo tema deste ano é “A Radical Imaginação das Mulheres Negras”. As atividades continuam até sábado (7) e chegam também a Santiago do Iguape.

O ponto central do encontro é a mesa de conversa marcada para as 14h, na Embaixada Preta, na Rua 25 de Junho. Participam Cidinha da Silva, Valéria Lima, Maitê Freitas, Urânia Munzanzu e Áurea Carolina. A mediação fica a cargo de Christiane Gomes e Nathalia Carlos. A discussão parte da pergunta “Que mundo precisamos ser capazes de imaginar para então construí-lo?”, segundo o comunicado da organização.

O primeiro turno do dia, entre 9h e 12h, fica por conta de Lindinalva Barbosa — escritora, educadora e pesquisadora —, que ministra na Casa Amarela Cafeteria, na Praça 25 de Junho, a oficina “Escrevivente: Cartas para o Futuro das Mulheres Negras”. Memória e escrita se entrelaçam na atividade, que convida as participantes a pôr no papel vivências, anseios e as projeções que fazem para o próprio porvir e para o de outras mulheres negras.

Ao longo do dia 6, a Fundação Rosa Luxemburgo distribui livros gratuitamente em dois pontos de Cachoeira: na Casa Amarela Cafeteria, das 10h às 14h, e na Embaixada Preta, das 14h às 17h. As obras são produzidas em parceria com editoras e iniciativas como Oralituras, Boitempo e Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras.

Já no sábado (7) as atividades migram para Santiago do Iguape, palco da Fimlá — Feira Literária do Instituto Mãe Lalu. A partir das 9h, Maitê Freitas — que atua como jornalista, ensaísta, gestora cultural e pesquisadora — apresenta, no encontro “Conheça a Obra”, Nsamba, seu primeiro título voltado ao público infantil, com ilustrações de Carol Fernandes e selo da Companhia das Letrinhas. Destinado a leitores a partir de seis anos, o livro entrelaça mito, memória e musicalidade para falar das origens do samba.

Organizada pelo Alagbara – Laboratório de Tecnologias Negras, a Imersão Alagbara assina a parceria da mesa da FLICA. O laboratório reúne mulheres negras que criam metodologias e vivências formativas com o objetivo de fortalecer lideranças, organizações e movimentos.

Imagem meramente ilustrativa. Crédito da ilustrativa: Jornal Massa

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