Nesta quarta-feira (14), a dona de um estabelecimento em Porto Alegre (RS) acabou detida em flagrante após uma cliente denunciar que encontrou um roedor sem vida no interior de um bolo que havia comprado. A detenção foi efetivada quando os agentes de fiscalização identificaram, no espaço onde os produtos eram fabricados, sujeira de origem animal — excrementos e urina de ratos —, além de itens alimentícios com prazo vencido e precárias condições de asseio.
A interdição do ponto comercial foi determinada. Conforme relato da consumidora à delegada Milena Simioli, responsável pela Delegacia de Polícia de Proteção aos Direitos do Consumidor (DECON), ela havia ingerido parte do doce antes de perceber que o animal estava ali.
A fiscalização fez parte da Operação Expurgo, iniciativa voltada a coibir irregularidades sanitárias e práticas que ameacem a saúde de quem compra alimentos.
No imóvel, os agentes localizaram vestígios de roedores, itens fora do prazo de validade e falhas de limpeza.
Na avaliação da delegada, medidas como essa têm o propósito de impedir ameaças à saúde da população e de fazer responder judicialmente aqueles que ignoram as normas de vigilância sanitária.
A Polícia Civil informou que a Operação Expurgo é permanente e prevê inspeções para impedir irregularidades na produção e na venda de alimentos.
Quem quiser relatar suspeitas de irregularidades em estabelecimentos pode procurar a DECON por meio do 0800 510 2828 ou enviar mensagem para deic-decon@pc.rs.gov.br.
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