Sexta-feira, 2 de outubro de 2026 · Salvador, BA

Bisnagas de ketchup proibidas em SP a partir de 4 de outubro; sachês viram única opção

Adeus, bisnagas! A partir de 4 de outubro, restaurantes em SP só poderão servir ketchup e outros molhos em sachês individuais. A medida visa a higiene, mas levanta polêmicas sobre o aumento do lixo plástico e a perda de conveniência na hora de comer. #SP #Gastronomia #Sustentabilidade

bisnagas de ketchup proibidas

O Centro de Vigilância Sanitária estadual paulista editou a portaria 3/2026, e é a redação de seu artigo 75 que estabelece a nova restrição: a partir do próximo domingo, 4 de outubro, lanchonetes, bares e restaurantes de todo o estado de São Paulo não podem mais oferecer aos clientes aqueles tubos flexíveis de ketchup, mostarda ou maionese. Nesses estabelecimentos, molhos e condimentos passam a ser colocados à disposição do público apenas em porções individuais, para um único uso.

A portaria não especifica como devem ser essas novas embalagens, mas o efeito prático da norma recai sobre os conhecidos sachês de plástico, que se tornarão a alternativa exclusiva tanto nos botecos mais simples quanto nas hamburguerias mais elaboradas. Ficam alcançadas pela proibição tanto as bisnagas de marca desconhecida, aquelas que os donos de estabelecimento costumam completar com reabastecimento, quanto as que chegam lacradas da fábrica.

O motivo alegado para a mudança é de ordem sanitária: se a ponta do tubo encosta em um alimento do qual alguém doente já deu uma mordida, o próximo cliente fica sujeito à contaminação. Ninguém contesta esse argumento, mas a norma soluciona uma questão e, ao mesmo tempo, gera duas — ou três — novas.

O impacto ambiental é o mais evidente. O acúmulo de sachês de azeite, vinagre, shoyu, sal e molho picante descartados no lixo representa um volume considerável de resíduos plásticos. Na direção contrária, a União Europeia aprovou recentemente uma norma que baniu justamente os sachês, priorizando a redução de plásticos de uso único.

Outro aspecto é o alimento que se perde. Extrair integralmente o conteúdo de um sachê nem sempre é possível, e boa parte deles acaba no lixo sem sequer ser aberta, sobretudo quando o funcionário da rede de fast food os deposita na bandeja sem que ninguém os tenha solicitado.

Há ainda a questão da conveniência. Além de comprometer a estética do ambiente, os saquinhos plásticos são difíceis de abrir, sobretudo para quem já está com as mãos sujas de hambúrguer. As autoridades sanitárias têm suas razões, mas o novo formato deve transformar a experiência de consumir molhos em lanchonetes e restaurantes.

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