O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou reações diplomáticas após publicar, na última segunda-feira (7.set.2026), um mapa em sua rede social, a Truth Social. Na imagem, a bandeira norte-americana cobre uma vasta extensão territorial que vai do Caribe até a Islândia, incluindo países como México, Canadá e o território da Groenlândia. O conteúdo foi compartilhado sem qualquer explicação adicional por parte do mandatário.
A publicação provocou uma resposta imediata do governo islandês, que convocou Billy Long, embaixador dos Estados Unidos em Reykjavik. Segundo informações da agência Reuters, o Ministério das Relações Exteriores da Islândia classificou a postagem como “completamente inadequada”. A situação reforça os atritos históricos envolvendo o desejo de Trump em controlar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, cuja primeira-ministra, Mette Frederiksen, reafirmou nesta terça-feira (8.set) que a população local rejeita qualquer integração aos EUA.
No México, a presidente Claudia Sheinbaum utilizou a rede social X para rebater a representação cartográfica. Em sua declaração, a mandatária enfatizou a soberania nacional: “No mês da pátria, reafirmamos que o México não é nem será colônia nem protetorado de nenhum país estrangeiro. Orgulhosamente, somos um país livre, independente e soberano”.
O uso de mapas como ferramenta de comunicação política tem sido uma marca frequente do segundo mandato de Trump. O republicano já havia compartilhado, em maio, uma imagem do Oriente Médio com a bandeira dos EUA sobre o Irã e, no último domingo (6.set), publicou um mapa onde as fronteiras iranianas possuíam o formato de seu próprio rosto. Além disso, o presidente tem promovido alterações de nomenclatura em territórios, como a sugestão de renomear o Novo México para “Nova América” e a mudança oficial, via decreto, da designação do lago Ontário para “lago América”, seguindo estratégia semelhante aplicada anteriormente ao “Golfo da América”.
