A União Europeia conseguiu acesso ao modelo de inteligência artificial mais potente da Anthropic, o Mythos 5, após um processo de negociação que durou três meses. A liberação ocorreu após restrições impostas devido às capacidades avançadas de cibersegurança e pirataria informática do software, que haviam limitado seu uso a um grupo restrito de parceiros nos Estados Unidos.
Thomas Regnier, porta-voz da Comissão Europeia para a soberania tecnológica, confirmou que a agência de cibersegurança da UE, a ENISA, já iniciou os testes com a ferramenta. O acesso foi concedido na última quinta-feira, encerrando um período de tensão em que Bruxelas questionou se as limitações de exportação impostas pelo governo norte-americano configuravam uma prática discriminatória contra parceiros europeus.
O modelo Mythos 5, lançado em versão preliminar em abril, possui a capacidade de identificar e explorar vulnerabilidades digitais com alta velocidade. Inicialmente, o acesso foi gerido pelo Project Glasswing, que contava com cerca de 200 organizações parceiras antes da implementação de restrições que proibiram o uso por utilizadores fora dos Estados Unidos, afetando até mesmo funcionários da própria empresa desenvolvedora.
Além do novo modelo, a Comissão Europeia informou que a ENISA já utiliza outras ferramentas de peso no setor de tecnologia, incluindo o GPT-5.6-Cyber e o GPT-6 Astra, ambos desenvolvidos pela OpenAI. A integração dessas tecnologias ocorre sob o monitoramento da Lei da IA da UE, que estabelece diretrizes para a atuação de empresas do setor dentro do território europeu.
