- A 14ª Flica acontece em Cachoeira, de 5 a 8 de novembro, debatendo a criatividade humana frente à Inteligência Artificial.
- O evento inclui o edital 'Vozes da Bahia' para valorizar autores locais e a 'Fliquinha' com foco em inclusão e memória afetiva.
- A programação conta com entrada gratuita, acessibilidade em Libras e debates sobre literatura, afrofuturismo e feminismo negro.
A 14ª edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) traz para o centro do debate um questionamento urgente: como preservar a originalidade humana em um mundo mediado pela Inteligência Artificial? O evento, que ocorre de 5 a 8 de novembro na cidade baiana, busca analisar os impactos das novas tecnologias na literatura, nas artes e nos processos criativos. Com uma programação diversa, a festa se consolida como o maior encontro do gênero no Norte-Nordeste, ocupando diversos espaços históricos de Cachoeira.
A Tenda Paraguaçu será o principal palco para discutir a relação entre a escrita humana e as ferramentas digitais. O curador Marielson Carvalho destaca que a escolha do tema responde à onipresença da tecnologia no cotidiano. “Como nossa vida tem a mediação tecnológica da IA como referência de produção e interação social, vimos que seria interessante abordar esse tema para entendermos sua influência na escrita criativa, no mercado editorial, nas práticas de leitura, na recepção crítica e na pesquisa de literatura”, afirma. O espaço receberá nomes como o escritor Sérgio Rodrigues, autor de obras sobre os desafios da escrita frente aos robôs.
Entre as novidades desta edição, a Flica implementa o edital “Vozes da Bahia”, uma parceria com a Fundação Pedro Calmon voltada para valorizar autores, ilustradores e editoras locais. Dinalva Melo, curadora da Casa dos Autores e das Autoras Baianas, reforça a importância da iniciativa: “A iniciativa possibilita a abertura de novas portas e a chegada a novos leitores, fazendo circular diferentes visões e perspectivas do universo literário baiano”. O projeto foca em garantir visibilidade a grupos historicamente sub-representados, incluindo pessoas negras, indígenas e com deficiência.
Para o público infantil, a Fliquinha 2026 propõe o conceito “Original como a infâncIA!”, focando na valorização da memória afetiva e do encontro real em um contexto de excesso de telas. A programação, realizada na UFRB, inclui atividades sensoriais e oficinas de criação genuína. A curadora Duca Clara destaca a inclusão no evento: “O espaço também terá atendimento de duas psicopedagogas para acolher e orientar famílias de crianças atípicas, reforçando a proposta de uma Fliquinha mais inclusiva e acolhedora”.
A estrutura da Flica também inclui o Palco Ritmos e o Palco Raízes, que abrigarão debates sobre afrofuturismo, literatura negra e feminismo negro, alinhando-se ao Mês da Consciência Negra. Com entrada gratuita e recursos de acessibilidade, como tradução em Libras, o evento busca fortalecer a cadeia produtiva do livro enquanto estimula o pensamento crítico. A produção cultural na Bahia segue em destaque, reafirmando o papel de Cachoeira como um polo essencial para a conexão entre literatura e sociedade.
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Perguntas frequentes
Quando e onde ocorre a 14ª Flica?
O evento acontece na cidade de Cachoeira, na Bahia, entre os dias 5 e 8 de novembro.
Qual é o foco principal desta edição da Flica?
A festa explora o papel da criatividade humana e a preservação da originalidade diante do avanço da Inteligência Artificial.
O que é o edital 'Vozes da Bahia'?
É uma parceria com a Fundação Pedro Calmon para dar visibilidade a autores, ilustradores e editoras locais, especialmente grupos sub-representados.
A Flica oferece recursos de acessibilidade?
Sim, o evento possui entrada gratuita, tradução em Libras e atendimento psicopedagógico para famílias de crianças atípicas na Fliquinha.
