A Advocacia-Geral da União (AGU) formalizou que recorrerá, nesta terça-feira (8.set.2026), da decisão monocrática do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. O governo sustenta que a medida invade competências privativas da Presidência da República, argumentando que a nomeação e exoneração do chefe da corporação são prerrogativas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ministro Mendonça também ordenou o afastamento do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada da Costa, após alegar ter sido alvo de um suposto monitoramento sistemático e ilegal por parte da inteligência da corporação. Segundo o magistrado, a permanência de ambos nos cargos poderia comprometer a integridade de investigações em curso. O caso, que envolve acusações de abuso de autoridade, será submetido à análise da 2ª Turma do STF em sessão virtual extraordinária.
Para fundamentar o recurso, a AGU pretende resgatar o argumento utilizado pelo próprio Mendonça em 2020, quando ocupava o cargo de advogado-geral da União durante o governo de Jair Bolsonaro. Na ocasião, o ministro defendeu que a escolha do diretor-geral da Polícia Federal era um ato discricionário do Executivo, contestando uma decisão de Alexandre de Moraes que havia suspendido a nomeação de Alexandre Ramagem. Paralelamente, o cenário político se mantém agitado, com pesquisas de intenção de voto circulando enquanto o governo avalia medidas jurídicas adicionais, como a convocação do Conselho da República.
