A Amazon apresentou sua defesa à Justiça em resposta a uma ação indenizatória movida por Sandra Regina Ruiz Gomes, conhecida como Sandrão. Durante entrevista exclusiva ao portal Metrópoles, foi revelado que a autora busca uma reparação de R$ 3 milhões e a remoção da série Tremembé do catálogo da plataforma de streaming. Sandrão alega que a produção distorceu sua participação no sequestro de 2003, resultando em danos à sua imagem e dificuldades em seu processo de ressocialização.
Em sua contestação, apresentada em agosto deste ano, a Amazon sustentou que a obra audiovisual reflete com precisão as decisões judiciais, incluindo a sentença condenatória e o julgamento de recursos referentes ao crime que vitimou o adolescente Tallison Vinicius da Silva Castro. A empresa argumentou que a narrativa está baseada em documentos oficiais e defendeu o exercício da liberdade artística e informativa. Segundo a ré, o pedido da autora configura uma tentativa de censura contra um conteúdo de interesse público.
A plataforma destacou ainda que Sandrão já possuía exposição nacional antes do lançamento da série, citando entrevistas concedidas pela própria autora a programas televisivos como o Programa do Gugu e o Domingo Espetacular. A defesa anexou materiais jornalísticos antigos para reforçar que o histórico da detenta já era amplamente debatido pela mídia. A Amazon negou a existência de danos indenizáveis, ressaltando que não houve prática de ato ilícito na produção do conteúdo.
O caso segue em tramitação, após o pedido de liminar para a suspensão imediata da série ter sido negado anteriormente pelo Judiciário. Enquanto a disputa legal continua, a produção da obra confirmou que a segunda temporada de Tremembé está em desenvolvimento, embora a personagem interpretada pela atriz Letícia Rodrigues não retorne para os novos episódios. A empresa reafirma que o projeto respeita os limites legais e o direito à informação em um Estado Democrático de Direito.
Crédito da ilustrativa: Estrelando
