Segunda-feira, 28 de setembro de 2026 · Salvador, BA

Apenas 30% das maiores plataformas de apostas no Brasil usam proteção máxima contra e-mails falsos

Cuidado ao apostar! Apenas 30% das maiores plataformas no Brasil usam proteção máxima contra e-mails falsos. Golpistas estão usando o nome dessas marcas para roubar seus dados e senhas. Fique atento e não clique em links suspeitos! #SegurançaDigital #ApostasOnline #CyberSecurity

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Uma pesquisa conduzida pela Proofpoint, companhia do ramo de cibersegurança, aponta que apenas três a cada dez das vinte gigantes do setor de apostas e jogos via internet que atuam no Brasil dispõem do patamar máximo de defesa contra mensagens eletrônicas fraudulentas disparadas usando a identidade de suas marcas. O número liga o alerta para a proteção dos apostadores no ambiente digital, um debate que ultrapassa a questão da dependência e das dívidas.

O estudo verificou como as empresas lidam com o DMARC (Domain-based Message Authentication, Reporting and Conformance), protocolo que confirma a procedência das mensagens eletrônicas e torna mais difícil forjar quem as envia. No ajuste mais severo, um e-mail reprovado na checagem de autenticidade pode ser barrado antes de alcançar a caixa de entrada. Essa política de rejeição aparece em 30% das plataformas analisadas; outros 30% ficam na quarentena, mecanismo que desvia conteúdo duvidoso para espaços como a pasta de spam; 25% seguem apenas monitorando o tráfego; e 15% sequer têm registro DMARC, conforme a Proofpoint.

Sem esses ajustes mais rígidos, abre-se caminho para que golpistas tentem se passar pelo domínio de uma companhia. Em termos práticos, o criminoso consegue montar comunicações com aparência de terem saído de uma plataforma famosa, levando a vítima a entregar senhas, dados pessoais ou informações de pagamento. “Quando criminosos podem facilmente se passar por plataformas de apostas, eles podem enganar usuários para que compartilhem dados pessoais, credenciais de conta ou informações de pagamento — muitas vezes usando mensagens convincentes ligadas a jogos ao vivo, bônus ou saques”, afirma Marcos Nehme, Country Manager da Proofpoint no Brasil.

O risco cresce na medida do tamanho que as apostas feitas pela internet atingiram no mercado brasileiro. Um levantamento citado pela Proofpoint aponta avanço de 734% no segmento em três anos, e as projeções que a empresa replica indicam que a arrecadação nacional obtida com jogos online pode passar de 3 bilhões de reais até 2030, contra cerca de 1,5 bilhão de reais em 2024.

O próprio funcionamento das plataformas pode fornecer elementos para tornar as fraudes mais convincentes. Promoções, bônus, alterações de odds, notificações sobre apostas e solicitações relacionadas a saques podem ser reproduzidas em mensagens falsas para criar um senso de urgência e levar o usuário a clicar em links maliciosos. De acordo com a Proofpoint, os golpes incluem desde ofertas falsas de bônus e apostas grátis até avisos de problemas na conta, saques pendentes ou necessidade de atualização de dados. Os links enviados nessas mensagens podem direcionar o apostador a páginas falsas que imitam as plataformas originais.

“O mercado de apostas do Brasil está amadurecendo rapidamente, mas controles básicos de segurança de e-mail ainda estão atrasados”, afirma Nehme. Para o executivo, a proteção dos consumidores passa não apenas pela regulamentação do setor, mas também pela segurança dos canais digitais utilizados pelas próprias empresas.

Para reduzir os riscos, a recomendação é evitar acessar a conta a partir de links recebidos por e-mail ou SMS quando houver dúvidas sobre a procedência da mensagem. O usuário pode entrar diretamente no aplicativo ou digitar o endereço oficial da plataforma no navegador. Senhas diferentes para cada serviço e autenticação multifator também ajudam a dificultar o acesso indevido às contas.

Crédito da ilustrativa: Revista Veja – Assine Abril

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