Um bombardeio russo atingiu nesta segunda-feira (2) uma escola em Komyushuvakha, povoado da porção sul da Ucrânia que integra a região de Zaporizhzhia. O imóvel abrigava civis que ali procuravam refúgio e funcionava como ponto de entrega de auxílio humanitário. Segundo as autoridades ucranianas, 31 pessoas mo$@#& e ao menos 50 seguem sem notícias. Nesta terça-feira (3), equipes de resgate continuavam a revirar os escombros à procura de sobreviventes.
Quatro agentes policiais e dois socorristas figuram entre as vítimas mortais já reconhecidas. Os feridos somam no mínimo cinco. De acordo com as autoridades, o ataque empregou bombas projetadas para romper bunkers, com cerca de 1,5 tonelada de explosivos cada. Por causa disso, a região decretou três dias de luto oficial.
Volodymyr Zelensky, presidente do país, condenou a ofensiva e contou que, após o primeiro impacto, mais nove bombas caíram sobre o local em que civis se protegiam. Segundo ele, Moscou segue mirando a população de propósito.
Zelensky relatou ainda que, naquela mesma noite, 289 drones foram disparados pela Rússia contra nove regiões ucranianas, somados a 59 mísseis de cruzeiro e 17 mísseis balísticos. O resultado foram dezenas de feridos, unidades de saúde avariadas e interrupção no fornecimento de energia.
Em Kharkiv, pelo menos 62 pessoas ficaram feridas, e unidades de saúde atingidas obrigaram a retirada de mais de 200 pacientes. Já em Dnipro, um ataque deixou uma pessoa mo$@#& e outras 17 feridas, além de avariar um hospital e uma clínica.
O Ministério da Defesa russo afirmou ter derrubado 856 drones ucranianos durante a noite. Em Yaroslavl, aparelhos atingiram uma refinaria de petróleo e feriram dois funcionários. Na Crimeia, autoridades locais relataram interrupções no fornecimento de energia após ataques à infraestrutura elétrica.


