Segundo o Datafolha, cujo levantamento veio a público nesta quinta-feira (1º), Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) tiveram movimentos diferentes a depender do eleitorado analisado. O petista ganhou terreno entre quem já passou dos 60 anos, entre os moradores do Sudeste e entre os que se identificam como católicos. O senador, por sua vez, avançou junto aos evangélicos e na faixa de renda mensal situada entre dois e cinco salários mínimos.
Onde Lula avançou
Na faixa etária a partir dos 60 anos, o presidente avançou de 42% para 49% das preferências. O Sudeste registrou evolução de 35% para 40%. No grupo dos católicos, a passagem foi de 45% para 50%.
Onde Flávio Bolsonaro cresceu
Na parcela que ganha entre dois e cinco salários mínimos mensais, o senador subiu de 40% para 47%. Já entre os evangélicos, houve oscilação de 47% para 52%.
Cenário geral do primeiro turno
No cenário geral da corrida presidencial, as intenções de voto somam 42% para Lula e 38% para Flávio Bolsonaro. Augusto Cury (Avante) vem em seguida, com 4%. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) registram 3% cada um. Romeu Zema (Novo) aparece com 1%.
A coleta de dados foi feita entre 29 de setembro e 1º de outubro, a pedido da Globo e da Folha de S.Paulo, com 2.506 entrevistados de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo, e o grau de confiança chega a 95%. No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o protocolo registrado é BR-08039/2026.
Pesquisas eleitorais costumam ser usadas como termômetro da corrida pelo voto, mas não substituem o resultado das urnas. O acompanhamento de diferentes institutos e recortes ajuda a visualizar tendências, ainda que cada metodologia tenha suas particularidades. Em períodos de disputa acirrada, como o atual, os números ganham peso no debate público e nas estratégias de campanha.
Vale lembrar que a leitura de uma única pesquisa não define o cenário. A combinação de dados de vários levantamentos, com margens de erro e amostras distintas, oferece um retrato mais próximo da realidade. O eleitor pode consultar os registros oficiais no site do TSE para conferir a regularidade de cada estudo.
Crédito da ilustrativa: Revista Veja – Assine Abril


