Denúncias de assédio eleitoral disparam em 2026 e já superam todo o mês de setembro de 2022

assédio eleitoral

Nos 13 primeiros dias de setembro, o Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou 114 denúncias de assédio eleitoral. O número é 67% maior que o total contabilizado em todo o mês de setembro de 2022, quando foram 68 casos. Os dados foram divulgados pelo próprio órgão.

Em agosto, a comparação também impressiona: foram 133 denúncias neste ano, contra apenas 9 no mesmo mês de 2022 — um salto de quase 15 vezes. Desde janeiro, o MPT já recebeu 376 denúncias, enquanto no acumulado de janeiro a setembro de 2022 foram 85.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) define assédio eleitoral como qualquer forma de pressão, ameaça, constrangimento, intimidação ou promessa de benefício para influenciar o voto, a posição política ou a participação eleitoral no ambiente de trabalho.

O estado de São Paulo lidera o ranking de denúncias, com 45 registros, seguido de perto pelo Rio de Janeiro, com 44. Minas Gerais aparece em terceiro, com 32 casos, e Goiás em quarto, com 21. Na sequência vêm Pará, Paraná e Pernambuco, cada um com 18 relatos.

Em 2022, o volume de denúncias explodiu entre o primeiro e o segundo turno das eleições. A maioria dos casos envolvia pedidos de voto em Jair Bolsonaro (PL) e ataques a Lula (PT). Naquele período, houve relatos de patrões chantageando funcionários com promessas de pernil, folga, bônus de R$ 200, 14º e 15º salário, além de ameaças de demissão caso Lula vencesse. A participação de prefeitos levou o PT a criar um disque-denúncia em Minas Gerais.

Para o MPT, o aumento expressivo neste ano também reflete maior conscientização dos eleitores sobre a prática. Em agosto, o órgão lançou, ao lado do TST e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a campanha “No meu voto mando eu”. As denúncias podem ser feitas às três instituições — inclusive pela internet — e também às ouvidorias dos Tribunais Regionais do Trabalho.

Crédito da ilustrativa: Vermelho

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