Investigação aponta Mario Frias como figura central em esquema de emendas parlamentares

Mario Frias

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, retirou o sigilo de documentos da Polícia Civil de São Paulo que colocam o deputado federal Mario Frias (PL) no centro de uma investigação sobre o uso indevido de verbas públicas. O inquérito apura suspeitas de fraude em contratos, desvio de dinheiro e lavagem de capitais envolvendo emendas parlamentares destinadas a instituições do estado.

As autoridades concentraram a análise em movimentações financeiras ligadas ao deputado, ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), à empresa Complexsys e à Academia Nacional de Cultura (ANC). Segundo os investigadores, o parlamentar destinou recursos ao ICB, instituição gerida por Karina Gama, que também é sócia da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

A dinâmica do esquema, conforme o levantamento, envolvia a contratação de empresas para prestação de serviços técnicos pelo instituto, sendo que parte dos valores era posteriormente repassada de volta à própria entidade. Em sua decisão, o ministro Flávio Dino pontuou a existência de “fortes indícios de uma única organização criminosa” voltada para a captação, distribuição e ocultação de recursos oriundos do erário.

Dino determinou que a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo encaminhe à Polícia Federal todo o conteúdo extraído de celulares apreendidos durante as diligências realizadas em junho. A assessoria de Mario Frias foi contatada para comentar as acusações, mas até o momento não houve manifestação oficial sobre o caso.

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