Por volta das 9h desta quarta-feira (4/11), o dólar aparecia cotado a R$ 5,45 no mercado à vista — desvalorização de aproximadamente 0,50% na comparação com os R$ 5,48 registrados no fechamento anterior. A queda ocorre num cenário em que os democratas saíram vitoriosos do pleito legislativo norte-americano, enquanto os investidores continuam sem clareza sobre a direção da política econômica a ser conduzida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O resultado das urnas americanas entrou no radar dos investidores em paralelo a outro fator de pressão: o ajuste fiscal que o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e sua equipe começam a desenhar para o primeiro ano do novo mandato. Analistas acompanham como o pacote de contenção de despesas vai conviver com as promessas feitas durante a campanha.
Na véspera, o boletim Focus trouxe revisões que ajudam a explicar o humor do mercado. Os economistas consultados elevaram as estimativas para a inflação e para a taxa Selic, ao mesmo tempo em que cortaram a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB).
No exterior, o petróleo do tipo brent, usado como referência internacional, era cotado a US$ 102,25 por barril por volta das 9h, conforme os dados divulgados no início do pregão.


