- Duas mulheres com o mesmo nome e data de nascimento compartilharam o mesmo CPF devido a um erro de cartório na Bahia.
- O equívoco causou bloqueios em aposentadorias, suspensão do Bolsa Família e problemas bancários para ambas.
- Embora o cartório tenha corrigido as certidões após dez anos, a Receita Federal ainda mantém pendências nos benefícios.
Duas trabalhadoras rurais, ambas chamadas Marinalva de Souza Barreto, enfrentam uma batalha judicial há uma década devido a um erro de registro em um cartório de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano. Nascidas no mesmo dia, 21 de junho de 1959, as mulheres foram vinculadas ao mesmo número de CPF, o que gerou uma série de entraves burocráticos e sociais para ambas. Enquanto uma reside na zona rural de Cachoeira, a outra vive na zona rural de Ipecaetá.
A situação trouxe prejuízos graves ao cotidiano das envolvidas. Marinalva, moradora de Cachoeira, relata que teve a aposentadoria negada, sofreu cobranças de empréstimos que desconhece e enfrentou cortes no fornecimento de energia elétrica. Além disso, a atenção básica e o acesso a serviços bancários foram comprometidos. A mulher de Ipecaetá também sofreu sanções, incluindo a suspensão do benefício Bolsa Família por suspeita de irregularidades.
O caso chegou ao Judiciário há dez anos. Durante o trâmite, ficou estabelecido que o registro original pertencia à Marinalva de Cachoeira. Embora a decisão tenha sido mantida em instâncias superiores, o cartório só realizou a separação das certidões em agosto deste ano, após intervenção da TV Bahia. Mesmo com a regularização documental, a Receita Federal ainda apresenta pendências na liberação dos benefícios previdenciários de ambas as partes.
Crédito da ilustrativa: Instagram
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Perguntas frequentes
Por que duas pessoas tinham o mesmo CPF?
O problema foi causado por um erro de registro em um cartório de Santo Antônio de Jesus, que vinculou o mesmo número a duas mulheres com nomes e datas de nascimento idênticos.
Quais foram os impactos na vida das envolvidas?
Elas sofreram com a negativa de aposentadoria, suspensão do Bolsa Família, cobranças de empréstimos indevidos e dificuldades no acesso a serviços bancários e de energia.
A situação já foi totalmente resolvida?
Não, apesar de o cartório ter separado as certidões em agosto, a Receita Federal ainda apresenta pendências que impedem a liberação dos benefícios previdenciários.
