A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (10/9), a Operação Make Up, que investiga possíveis desvios de recursos públicos envolvendo o filme “Dark Horse”, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação conta com a participação da Controladoria-Geral da União (CGU) e cumpre 49 mandados de busca e apreensão distribuídos por quatro estados brasileiros e no Distrito Federal.
Entre os alvos da medida, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), estão o deputado federal Mário Frias, que atuou como roteirista e produtor-executivo da obra, e a produtora Karina Gama. Conforme detalhado em uma emenda parlamentar de Mário Frias é alvo de investigação da Polícia Federal, a suspeita recai sobre o uso irregular de verbas destinadas a organizações ligadas à produção do longa-metragem.
O senador Flávio Bolsonaro manifestou críticas à operação por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais. O parlamentar classificou a ação como uma perseguição política e utilizou o termo “terceira facada” ao se referir ao cenário atual. Em sua declaração, o senador afirmou: “Ontem, uma decisão do ex-ministro da Justiça do Lula, Flávio Dino, deu uma canetada e recolocou o Andrei Rodrigues, do Lula, na Polícia Federal. Hoje, menos de 24 horas depois, a Polícia Federal do Lula deflagrou uma operação contra adversários políticos”.
A investigação conduzida pela PF aponta indícios de uma estrutura criminosa composta por agentes públicos e privados. As autoridades verificam suspeitas de direcionamento de verbas para empresas subcontratadas sem a devida comprovação de prestação de serviços. Os crimes apurados incluem peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e infrações relacionadas a processos licitatórios.
