Em resposta à estagnação nas pesquisas de intenção de voto e ao cenário político, o presidente Lula oficializou a entrada de Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, no núcleo central de sua campanha. O grupo, criado para definir estratégias permanentes, conta ainda com a participação de Sidônio Palmeira, ministro-chefe da Secom, Edinho Silva, presidente do PT, e Paulo Okamoto, diretor do Instituto Lula.
A movimentação tem como foco principal a mobilização da militância e a retomada das ruas. Conforme dados de pesquisas recentes, como as da BTG/Nexus e Meio/Ideia, houve uma redução na margem de vantagem no primeiro turno e um cenário de empate técnico com Flávio Bolsonaro em eventuais projeções para o segundo turno.
Durante entrevista exclusiva ao portal Fórum, foi detalhado que o objetivo central da nova configuração é reverter os números atuais. Boulos, em vídeo divulgado na última quarta-feira (9), reforçou a necessidade de engajamento direto com o eleitorado: “Se alguém ainda estava achando que a eleição estava ganha, já percebeu pelas últimas pesquisas que essa campanha vai ser voto a voto. Eleição não se ganha parado e nem com salto alto”.
O ministro destacou que o foco da campanha deve permanecer nas pautas brasileiras, mencionando temas como a defesa dos trabalhadores e o fim da escala 6 por 1. Boulos convocou os apoiadores para atos nas ruas no próximo domingo, dia 13, reiterando a estratégia de intensificar o diálogo com eleitores indecisos e confrontar diretamente a oposição.
