Terça-feira, 6 de outubro de 2026 · Salvador, BA

Flávio Bolsonaro supera Lula em gastos com anúncios digitais na semana decisiva do 1º turno

Estratégia ou volume? Na reta final do 1º turno, Flávio Bolsonaro superou Lula em engajamento investindo mais em poucas peças focadas no público sênior. O algoritmo premiou a seletividade em vez da frequência. #MarketingDigital #Politica #AnaliseDeDados

gastos com anúncios digitais

A sete dias da votação que define o primeiro turno, levantamento técnico da Ativaweb DataLab, cobrindo de 27 de setembro a 3 de outubro, mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) bancou 174 anúncios na plataforma Meta, com desembolso de R$ 6,1 milhões. No mesmo intervalo, o presidente Lula (PT) aplicou R$ 3,6 milhões na veiculação de 511 peças publicitárias.

A média por anúncio revela estratégias distintas: Flávio pagou cerca de R$ 35 mil por cada peça, contra R$ 7 mil de Lula. O senador também viu seu engajamento mais que dobrar, ao passo que o do petista recuou quase 35% no mesmo intervalo.

O avanço nas redes seguiu a escala dos desembolsos. De um lado, o senador atraiu 1,3 milhão de novos seguidores e, mesmo com apenas 17 posts, atingiu 7,19% de engajamento. Do outro, o presidente somou 455 mil seguidores, mas publicou 79 vezes e viu o índice recuar 35%.

Para Alek Maracajá, CEO da Ativaweb DataLab, a lógica das plataformas favorece a interação, não o volume. “Algoritmo não premia quem posta mais. Premia quem provoca reação. Na reta final, Flávio falou menos e foi muito mais ouvido”, afirmou. Ele também destacou a seletividade como fator decisivo: “Estratégia na reta final é escolher onde não gastar. Flávio escolheu poucas batalhas e venceu quase todas”.

Houve também contraste evidente no recorte demográfico escolhido por cada campanha. Enquanto o senador aplicou a totalidade dos R$ 6,1 milhões em anúncios voltados a quem tem mais de 65 anos, o presidente reservou um quarto do investimento a essa faixa sem qualquer segmentação e direcionou a fatia mais robusta dos recursos aos eleitores de 30 a 34 anos.

Para a Ativaweb, o senador extraiu mais retorno de cada real investido em visibilidade nas plataformas, ao passo que o presidente espalhou seu engajamento por um leque maior de posts e abriu mão de dialogar com o eleitor de idade mais avançada.

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