O Banco Central divulgou nesta sexta-feira (16/10) o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), termômetro usado como sinal prévio do Produto Interno Bruto (PIB). Na passagem de julho para agosto, o indicador subiu 0,3%, já descontadas as influências sazonais — recurso estatístico que remove padrões recorrentes de cada época do ano e, assim, torna a leitura entre meses mais confiável.
O desempenho foi puxado pela indústria, que cresceu 0,9%, e pelo setor de serviços, com avanço de 0,2%. Na contramão, a agropecuária recuou 1,8%.
Antes disso, em julho, o índice tinha recuado 0,2% na comparação com junho. Quando se olha o intervalo de três meses fechado em agosto — ou seja, junho, julho e agosto —, a retração chega a 0,6%.
O resultado oficial do PIB é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado a cada três meses. Por ter periodicidade mensal, o IBC-Br é acompanhado por economistas como um termômetro rápido dos rumos da atividade econômica, embora as metodologias dos dois indicadores sejam distintas e não permitam comparação direta.
A economia brasileira cresceu 2,3% em 2025. A expectativa do governo federal era repetir esse número, mas a projeção foi refeita para 2%. O anúncio veio depois que o resultado do segundo trimestre foi conhecido: avanço de 0,5%, menos intenso do que o verificado nos três meses imediatamente anteriores, que registraram 1,1%. Os números são do IBGE, tornados públicos em 1º de setembro.
Boa parte das instituições financeiras e o próprio Banco Central projetam crescimento econômico na casa de 1,8%. Quem também mexeu nas contas foi o Fundo Monetário Internacional (FMI): em 13 deste mês, o órgão cortou suas estimativas para o Brasil e agora trabalha com expansão de 2,2% do PIB em 2026.
Parte das estimativas para o próximo ano aponta desaceleração da economia, influenciada pelos juros elevados e pelo patamar atual da inflação — fatores que continuam a preocupar a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


