Uma publicação do ex-estrategista de comunicação de Donald Trump, Jason Miller, movimentou as redes sociais na noite deste domingo (13/9). Em sua conta no X, antigo Twitter, ele compartilhou uma imagem gerada por inteligência artificial que mostra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usando uma tornozeleira eletrônica.
O post veio acompanhado de um trecho de reportagem do jornal britânico Financial Times sobre a crise no STF provocada pelas investigações envolvendo o Banco Master. Na legenda, Miller escreveu: “A divulgação tornou Moraes um dos principais focos do crescente escândalo de corrupção desencadeado pelo colapso, no ano passado, do Banco Master, que envolveu US$ 10 bilhões”.
Essa não é a primeira vez que o aliado de Trump critica o ministro. Ao longo de 2025, Miller já publicou mais de 50 vezes sobre Moraes nas redes sociais. Em 1º de setembro, compartilhou uma imagem gerada por inteligência artificial na qual o ministro aparece com uma placa no pescoço com os dizeres “Banco Master” e “R$ 129 milhões”. Na legenda, afirmou que Moraes “está com sérios problemas”.
Em 1º de abril, Miller voltou a fazer referência ao ministro ao reagir a um relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos. Na ocasião, escreveu que “o cerco está se fechando” sobre Moraes. Já em 8 de março, alfinetou o ministro com a frase “Tick-tock, Xandão”, em referência a uma contagem regressiva, ao comentar reportagens sobre mensagens trocadas entre Moraes e Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
As manifestações de Miller também incluíram defesas de Jair Bolsonaro (PL) durante o processo que condenou o ex-presidente por tentativa de golpe de Estado, no qual Moraes atuou como relator. Em agosto, por exemplo, o ex-estrategista compartilhou imagens de manifestações no Brasil que retratavam o ministro com algemas. Em uma das publicações, escreveu “Cenas de Fortaleza (CE)” e afirmou que “o povo no Brasil quer liberdade”. Em setembro, durante o julgamento, voltou a criticar Moraes e classificou o veredito contra Bolsonaro como “politicamente orquestrado”.
