Em um evento realizado na última quarta-feira (23/9), no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou a intenção de extinguir as plataformas de apostas esportivas, conhecidas como bets, no Brasil. Durante sua fala no ato “Cultura com Lula”, ocorrido na Fundição Progresso, o petista associou a operação dessas empresas a problemas como o endividamento dos usuários e a lavagem de dinheiro, defendendo que o setor esportivo busque novas fontes de receita.
O posicionamento presidencial surge em um cenário de embate com agremiações da Série A do Campeonato Brasileiro, que se posicionaram contrárias a uma eventual proibição. Para esses times, o fim das casas de apostas poderia comprometer gravemente a sustentabilidade do futebol brasileiro. Em contrapartida, o governo federal estuda a implementação de medidas provisórias para restringir a atuação dessas companhias, visando maior controle sobre o mercado.
Lula rebateu as críticas sobre a dependência financeira dos clubes, argumentando que equipes de alto desempenho conquistaram títulos importantes antes da popularização das apostas. Ele sugeriu que as agremiações adotem modelos de gestão mais profissionais, citando a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) como alternativa. “Os times que aprendam a virar times de empresários. Nós aprovamos a lei para eles virarem empresários, aprovamos a SAF. Por que é que não vira empresário? Porque não se preparam para isso”, afirmou.
O mandatário do país salientou, ainda, que é preciso enfrentar a maneira como os mecanismos digitais moldam os hábitos de quem consome. Ao abordar o controle do mercado, o presidente afirmou: “Eu terei o imenso prazer de acabar com as bets. Eu terei o imenso prazer em regular plataformas como nós fizemos com a Ecabet Digital”. A gestão federal segue priorizando o debate sobre normas que limitem o avanço descontrolado desse segmento no território nacional.
