Terça-feira, 3 de novembro de 2026 · Salvador, BA

Márcia Goldschmidt: problema cardíaco grave acende alerta para doenças do coração em mulheres

doenças cardíacas em mulheres costumam ser silenciosas e subestimadas. Não ignore sinais como cansaço extremo ou falta de ar; a prevenção deve vir antes dos sintomas. Cuide do seu coração!

doenças cardiovasculares em mulheres

Aos 64 anos, a apresentadora Márcia Goldschmidt precisou ser internada depois que um exame detectou uma alteração cardíaca considerada grave. Ela confirmou que passará por um procedimento de emergência, mas não divulgou o diagnóstico exato, o que impede saber qual doença provocou a hospitalização. O caso jogou luz sobre um problema que atinge especialmente a população feminina: as doenças cardiovasculares.

Segundo o cardiologista Daniel Petlik, sintomas cardiovasculares podem se confundir com o cansaço de uma rotina atribulada, principalmente em fases de estresse. “É importante não atribuir automaticamente todos os sintomas ao estresse. Uma dor no peito não deve ser tratada como ansiedade sem avaliação, assim como uma falta de ar que surge de repente precisa ser investigada. O cuidado está em reconhecer que problemas cardiovasculares podem coexistir com situações de tensão emocional”, afirmou.

Uma das condições que exigem socorro imediato é o infarto, quase sempre provocado quando o sangue deixa de circular por uma artéria coronária. O arsenal terapêutico reúne remédios e angioplastia — cateterismo que devolve o fluxo ao vaso. Para arritmias de maior gravidade, há fármacos, choque elétrico controlado (cardioversão) ou implantes cardíacos; já os defeitos valvares podem pedir cateter ou operação. Tudo isso são hipóteses amplas, sem relação com o que será realizado no caso de Márcia.

Para a cardiologista Patrícia Hitomi Kuga, que atua com arritmias e também na área de hábitos de vida, ausência de queixas não é sinal de coração sadio. Segundo ela, é comum as pessoas ligarem problemas do coração a manifestações claras, como aperto no peito ou batidas aceleradas. “Só que alguns dos principais fatores de risco não provocam nenhum desconforto durante muito tempo. A pessoa pode se sentir perfeitamente bem e apresentar pressão alta ou colesterol alterado. É por isso que prevenção precisa acontecer antes do sintoma”, revelou.

Entre as mulheres, as enfermidades do coração e dos vasos figuram entre as que mais matam. A partir da menopausa, a atenção deve ser ainda maior: com menos estrogênio circulando, o organismo pode sofrer mudanças no metabolismo e na vasculatura. Somam-se a isso pressão alta, diabetes, colesterol alto, cigarro, vida sedentária e casos na família. Nada disso significa que toda mulher nessa etapa desenvolverá um problema cardíaco, mas evidencia por que cada caso precisa de acompanhamento próprio.

Nem sempre os sinais aparecem do mesmo jeito. Em homens e mulheres, aperto ou dor no tórax é um alerta relevante de infarto; nelas, porém, podem surgir também respiração curta, enjoo, transpiração fria, incômodo nas costas ou no maxilar e cansaço extremo. Se essas manifestações começarem de repente ou vierem junto com um mal-estar intenso, o recomendado é procurar socorro médico sem demora.

Os cardiologistas orientam, para reduzir riscos, acompanhar a pressão, dosar colesterol e glicemia segundo indicação médica, mexer o corpo com regularidade, abandonar o cigarro e comer de forma balanceada. Também é essencial investigar palpitações recorrentes, cansaço para esforços e queda inexplicada do condicionamento físico. A bateria de exames muda conforme a faixa etária, o quadro clínico e o histórico de cada pessoa.

O caso de Márcia Goldschmidt deixa claro que cuidar do coração não pode ficar à espera de que os sintomas apareçam. Reconhecer os fatores de risco e buscar auxílio quando algo soa estranho pode ser decisivo para o diagnóstico e o tratamento de males que, em determinadas situações, pedem ação imediata.

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