- Nikolas Ferreira compartilhou um documento falso que simulava ser um relatório da Polícia Federal sobre suas conversas com Daniel Vorcaro.
- A Polícia Federal desmentiu a autoria do arquivo, que continha erros técnicos e datas cronologicamente impossíveis.
- O deputado afirmou que apenas republicou o conteúdo e o excluiu após o perfil de origem apagá-lo, negando qualquer ilicitude nas interações.
Um documento apócrifo que simulava ser um relatório da Polícia Federal circulou nas redes sociais nesta semana. O arquivo afirmava, de forma incorreta, que não existiam indícios de crimes nas conversas entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A corporação desmentiu formalmente a autoria do material.
O conteúdo forjado, disseminado a partir da última quinta-feira (3), alegava que os diálogos entre o parlamentar e o banqueiro tinham caráter estritamente pessoal e profissional, o que dispensaria a necessidade de uma investigação formal. Contudo, equipes de checagem identificaram falhas técnicas no arquivo, incluindo erros de transcrição e uma contradição cronológica: o documento falso citava o dia 18 de novembro de 2025 como data de produção, enquanto o laudo legítimo da PF é datado de 27 de agosto de 2026.
O deputado compartilhou o material em seus perfis após uma publicação inicial feita por outro usuário na rede social X. Ao ser questionado sobre a situação, o parlamentar afirmou que apenas republicou o conteúdo e realizou a exclusão da postagem logo que o perfil de origem apagou o arquivo.
A divulgação das conversas reais aconteceu na última quinta-feira, revelando interações em que o deputado utiliza apelidos ao tratar com o empresário e solicita auxílio para destravar a liberação de um ativo minerário. Em um vídeo publicado, o parlamentar negou qualquer ilicitude e declarou que “jamais aceitou recursos financeiros de Vorcaro”.
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Perguntas frequentes
O que o documento falso alegava?
O arquivo afirmava incorretamente que não havia indícios de crimes nas conversas entre Nikolas Ferreira e Daniel Vorcaro.
Como foi comprovado que o documento era falso?
Equipes de checagem identificaram erros de transcrição e uma contradição nas datas, já que o documento citava um dia futuro em relação ao laudo legítimo.
Qual foi a justificativa do deputado?
Nikolas Ferreira declarou que apenas republicou o conteúdo de outro usuário e o excluiu assim que a postagem original foi apagada.
