A busca por veículos mais leves, seguros e econômicos tem levado a indústria automotiva a incorporar o nióbio em seus projetos. A CBMM, em parceria com siderúrgicas, montadoras e fornecedores, desenvolve tecnologias que já respondem por cerca de um terço dos negócios da companhia.
Conforme a companhia registra, cerca de um terço das suas atividades se concentra no segmento automotivo, sobretudo em automóveis de passeio. Quando o nióbio é incorporado a aços de engenharia avançada, ganha-se leveza nos veículos, maior solidez da estrutura e economia de combustível — o que, na sequência, se traduz em menos emissões.
Com as usinas siderúrgicas, a parceria busca refinar ligas metálicas e tornar mais eficientes as linhas de produção. Junto a fabricantes de veículos e à sua rede de suprimentos, a CBMM mede resultados e conduz testes de viabilidade em fases que vão da conformação por prensa à união por solda e à capacidade de dissipar a energia das batidas. “A tecnologia do nióbio contribui para ampliar o desempenho dos aços avançados utilizados pela indústria automotiva. Com isso, é possível desenvolver estruturas mais leves e resistentes, com elevada capacidade de absorção de energia em impactos, contribuindo para veículos mais seguros e eficientes. Esse é um exemplo de como a inovação em materiais gera valor para toda a cadeia automotiva e para a sociedade”, afirma Caio Pisano, gerente sênior de desenvolvimento técnico de mercado da CBMM.
Os aços de Alta Resistência e Baixa Liga (ARBL), os Aços Avançados de Alta Resistência (AHSS), os Aços de Ultra Alta Resistência (UHSS) e os aços para estampagem a quente (PHS) estão entre as principais aplicações do nióbio no setor. Esses materiais compõem componentes estruturais, com destaque para o Body in White (BIW), a estrutura da carroceria que garante a integridade do veículo e gerencia a absorção de energia em impactos, protegendo os ocupantes.
Fora o BIW, os aços com microligação de nióbio aparecem em chassi, rodas, armações de assentos, sistemas de escapamento e, mais recentemente, em peças de baterias e proteções para veículos eletrificados. Uma fração mínima de nióbio na composição refina a microestrutura da liga, o que eleva sua resposta mecânica, sua tenacidade e sua aptidão para absorver energia.
Em termos práticos, a estrutura passa a dissipar melhor as forças de uma batida, o que reduz a deformação do habitáculo. Disso resultam automóveis mais leves, que gastam menos combustível ou eletricidade e operam com maior rendimento.
Peças de superfície aparente, como capôs e portas, também contam com a presença do nióbio, que aprimora a conformação do aço e sua resistência sem comprometer o acabamento. A própria Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM) aponta que esse tipo de uso pode cortar de forma expressiva o peso de peças estruturais mantendo a mesma resistência.
Nos sistemas de escapamento, a presença do nióbio em aços inoxidáveis eleva a tolerância ao calor intenso, o que prolonga a vida útil e melhora o comportamento dos componentes, sobretudo em híbridos, cujos gases de escape atingem temperaturas mais altas. “As soluções à base de nióbio contribuem para que a indústria automotiva avance em segurança, eficiência energética e desempenho estrutural. Essa combinação tem ampliado o interesse por materiais avançados e orientado o desenvolvimento de novas aplicações para o setor”, conclui Pisano.


