- A Prefeitura de Porto Seguro paga R$ 10 por cada peixe-leão capturado para conter a invasão da espécie na costa baiana.
- O peixe-leão é uma espécie invasora predatória, sem predadores naturais no Brasil e com espinhos venenosos que oferecem risco à saúde humana.
- Os exemplares capturados são destinados a pesquisas científicas no LECOMAR/UFSB e não possuem autorização para consumo ou comercialização.
A Prefeitura de Porto Seguro, no sul da Bahia, implementou uma medida direta para enfrentar a proliferação do peixe-leão na região: o pagamento de uma recompensa de R$ 10 por cada exemplar capturado e entregue à Colônia de Pescadores Z-22. A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Causa Animal (SEMAC) e integra o Plano Municipal de Ação para o Enfrentamento ao Peixe-Leão, oficializado em 13 de agosto de 2026.
Dados divulgados no início de setembro indicam que 442 espécimes já foram retirados do ambiente marinho local. A espécie, originária do Indo-Pacífico, é classificada como invasora devido à sua elevada capacidade reprodutiva e ao comportamento predatório, fatores agravados pela ausência de predadores naturais nas águas brasileiras. Além do impacto ambiental, o animal representa um risco à saúde humana, uma vez que seus espinhos contêm veneno capaz de provocar acidentes graves em mergulhadores e pescadores.
O primeiro registro oficial da espécie em Porto Seguro ocorreu em 12 de junho, no Parque Natural Municipal Marinho do Recife de Fora, embora a presença do animal já tivesse sido identificada anteriormente em Morro de São Paulo, em fevereiro de 2025. O plano municipal estabelece que os animais coletados não devem retornar ao mar; a recomendação é o encaminhamento ao Laboratório de Ecologia e Conservação Marinha (LECOMAR), da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), para fins de pesquisa científica.
A estratégia vai além da captura, buscando o georreferenciamento para mapear a expansão da espécie, incluindo áreas mais profundas abaixo dos 30 metros. O município articula ações conjuntas com órgãos como Sema, Inema, Ibama e ICMBio, além de prever a criação de protocolos para o atendimento de feridos e a capacitação de profissionais que atuam no turismo. Embora a prefeitura avalie o potencial aproveitamento econômico da espécie, não há, até o momento, autorização para o consumo ou comercialização do peixe-leão, dependendo de futuras análises técnicas e sanitárias.
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Perguntas frequentes
Qualquer pessoa pode receber a recompensa pelo peixe-leão?
A recompensa é paga por cada exemplar capturado e entregue à Colônia de Pescadores Z-22 conforme o plano municipal.
O peixe-leão pode ser consumido?
Não, atualmente não há autorização para o consumo ou comercialização da espécie, dependendo de futuras análises técnicas e sanitárias.
Por que o peixe-leão é considerado um problema ambiental?
Ele possui elevada capacidade reprodutiva, comportamento predatório e não possui predadores naturais nas águas brasileiras, causando desequilíbrio ecológico.
O que devo fazer se encontrar um peixe-leão?
O texto recomenda que os animais coletados não retornem ao mar e sejam encaminhados ao LECOMAR para fins de pesquisa científica.
