Anvisa aprova 14 canetas injetáveis para diabetes e obesidade; veja quais são

Anvisa aprova 14 canetas injetáveis para diabetes e obesidade; veja quais são

O tratamento da diabetes tipo 2 e da obesidade no Brasil ganhou 14 novas opções de canetas injetáveis ao longo de 2026, após autorizações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os registros incluem medicamentos à base de semaglutida e liraglutida, além de uma nova apresentação do Mounjaro, que utiliza a tirzepatida.

As aprovações ocorreram em um cenário de ampliação do acesso: a patente do Ozempic expirou no país em 20 de março, e a Anvisa já havia estabelecido, em 2025, prioridade para analisar pedidos de registro de medicamentos com semaglutida e liraglutida. A medida buscou atender à necessidade de aumentar o abastecimento nacional.

Em maio, a agência registrou o Ozivy, da EMS, a primeira caneta de semaglutida sintética análoga a um produto biológico liberada para comercialização no Brasil. O medicamento usa o mesmo princípio ativo do Ozempic, mas não é classificado como genérico, porque a legislação brasileira não prevê genéricos de produtos biológicos. Dois meses depois, em julho, outras cinco canetas de semaglutida sintética foram registradas. Em agosto, a Anvisa autorizou uma semaglutida genérica da EMS e o similar Semaclique, da Germed.

Entre as novas opções aprovadas em 2026 estão as semaglutidas Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema, todas registradas por comparação com o Ozempic e indicadas para adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlada. O genérico da EMS e o Semaclique, autorizados em agosto, têm o Ozivy como medicamento de referência e compartilham a mesma indicação.

O registro na Anvisa, no entanto, não significa que todas as canetas já estejam nas farmácias. Antes da comercialização, o preço máximo precisa ser aprovado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), e a decisão sobre quando iniciar as vendas cabe à empresa detentora do registro. Por isso, parte dos produtos ainda não tem preço de venda divulgado. O Ozivy, que já chegou ao mercado, tem valores que variam conforme a apresentação e o estabelecimento. Para os medicamentos ainda não lançados, não é possível determinar quanto o consumidor pagará.

A chegada de genéricos pode ampliar a concorrência, mas é preciso diferenciar as categorias regulatórias. O Ozivy, por exemplo, é classificado como medicamento novo, enquanto a semaglutida da EMS, aprovada em agosto, foi registrada como genérico do Ozivy.

Embora semaglutida, liraglutida e tirzepatida atuem em mecanismos relacionados ao controle da glicose e do apetite, a indicação varia conforme cada medicamento. Uma caneta registrada para o tratamento da diabetes tipo 2 não deve ser automaticamente apresentada como medicamento para obesidade. As novas semaglutidas sintéticas autorizadas pela Anvisa para a diabetes tipo 2 são administradas semanalmente, enquanto a liraglutida tem aplicação diária.

Os medicamentos agonistas de GLP-1 estão sujeitos à prescrição médica em duas vias, com retenção da receita na farmácia. A escolha do medicamento, da dose e da duração do tratamento deve considerar a indicação aprovada e a avaliação médica.

Para acompanhar outras atualizações sobre o tema, o Jornal Didático publicou uma reportagem sobre a liberação de novas canetas de semaglutida para o tratamento de diabetes.

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