Brasil fecha acordo com China para exportar miúdos suínos e projeta US$ 100 milhões extras

Brasil fecha acordo com China para exportar miúdos suínos e projeta US$ 100 milhões extras

O mercado chinês vai receber miúdos suínos produzidos no Brasil. Um protocolo sanitário assinado neste sábado (26) autoriza o embarque de fígado, rins, estômago e outras vísceras internas de porco para o país asiático, sem limite de cota. A cerimônia ocorreu na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária, em Brasília, e contou com as assinaturas do ministro André de Paula e do embaixador chinês Zhu Qingqiao.

Com o acordo formalizado, frigoríficos que já possuem habilitação para vender à China podem pedir ao Mapa a inclusão desses itens no escopo atual. Isso permite que partes do animal com baixo valor no mercado interno passem a ser vendidas em um dos maiores consumidores mundiais de miúdos suínos.

O setor estima que a abertura pode gerar cerca de US$ 100 milhões em receita adicional. Até então, apenas miúdos externos como patas e orelhas tinham autorização para entrar na China, mas com restrições.

A ampliação do comércio foi possível depois que os chineses passaram a enxergar o Brasil inteiro como área sem febre aftosa, decisão tomada em junho. Com isso, os dois lados puderam sentar à mesa para tratar de novos itens de origem animal, entre eles carne com osso e miúdos. Como os miúdos ficam fora da salvaguarda que incide sobre a carne bovina brasileira, eles não são alcançados pelo limite de importação montado para essa proteína.

Os dois governos vinham costurando esse acerto desde aproximadamente doze meses atrás, e o tema destravou quando a comitiva brasileira foi à China, em maio. No dia 19 daquele mês, em Pequim, técnicos do Mapa e da Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC) fecharam as exigências sanitárias e de quarentena que regem o embarque de carne suína e derivados. Foi nesse momento que o protocolo, em sua versão atualizada, incorporou os miúdos.

Restava o aval formal, dado somente agora. A partir dele, cabe ao ministério instruir as empresas quanto ao processo de credenciamento, ao mesmo tempo em que o lado chinês finaliza as etapas burocráticas dentro do país.

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