Chapada Diamantina ganha nova unidade de conservação com 18,3 mil hectares

Chapa Diamantina ganha nova unidade de conservação com 18,3 mil hectares
O que você precisa saber

  • A Bahia criou o Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) Serra da Chapadinha, com 18,3 mil hectares na Chapada Diamantina.
  • A unidade visa proteger nascentes, vegetação nativa e habitats de espécies ameaçadas, como o Guigó-da-Caatinga.
  • Propriedades particulares são permitidas, mas a mineração está proibida na área gerida pelo Inema.

A porção sul da Chapada Diamantina passou a contar com uma nova área de proteção ambiental. O Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) Serra da Chapadinha foi instituído nesta terça-feira (01) por meio do Decreto nº 24.778, publicado no Diário Oficial do Estado da Bahia. A unidade abrange aproximadamente 18,3 mil hectares distribuídos entre os municípios de Itaetê, Ibicoara, Mucugê e Iramaia.

A criação da reserva visa resguardar ecossistemas locais, incluindo nascentes essenciais para o abastecimento hídrico da região, como as áreas de recarga do Rio Una. Além da proteção de mananciais, o objetivo central envolve a preservação de remanescentes de vegetação nativa e a manutenção da conectividade entre áreas protegidas. Estudos técnicos realizados antes da oficialização identificaram no local a presença de espécies endêmicas e ambientes de relevância ecológica, incluindo habitats de animais ameaçados, como o Guigó-da-Caatinga.

O processo de definição da poligonal final contou com participação social, incluindo uma consulta pública realizada em junho deste ano que recebeu 299 contribuições. Segundo o governo estadual, o formato do REVIS permite a permanência de propriedades particulares e atividades pré-existentes, desde que estas sejam compatíveis com os objetivos de conservação. Em contrapartida, atividades como a mineração ficam terminantemente proibidas no perímetro da unidade.

A gestão do novo refúgio será conduzida pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). O decreto também estabelece a criação de um Conselho Consultivo para integrar representantes do território nas decisões de manejo. O próximo passo será o desenvolvimento do Plano de Manejo, que detalhará as normas de uso e ocupação da área, com prazo de até cinco anos para ser concluído e aprovado.

Foto: Divulgação

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Perguntas frequentes

Quais municípios fazem parte da nova unidade de conservação?

A área abrange os municípios de Itaetê, Ibicoara, Mucugê e Iramaia.

Proprietários de terras na região serão afetados?

Propriedades particulares podem permanecer no local, desde que as atividades sejam compatíveis com os objetivos de conservação.

O que é proibido dentro do novo refúgio?

A atividade de mineração é terminantemente proibida dentro do perímetro da unidade.

Quem será responsável pela administração da reserva?

A gestão será conduzida pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).

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