Quinta-feira, 29 de outubro de 2026 · Salvador, BA

Correios garantem aval da União para empréstimo de R$ 7 bilhões e aceleram reestruturação

Os Correios garantiram um empréstimo de R$ 7 bilhões com aval da União para acelerar sua reestruturação. O plano busca estancar prejuízos e devolver o lucro à estatal a partir de 2027 com cortes e ajustes estratégicos.

empréstimo dos Correios

Um aval do Tesouro Nacional, assinado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (28), assegura aos Correios um empréstimo de R$ 7 bilhões. O dinheiro será usado para dar sequência ao plano de reestruturação da estatal. Com a garantia, a União se compromete a quitar as parcelas caso a empresa não cumpra os pagamentos.

O contrato foi fechado com quatro instituições financeiras: ABC Brasil, Citibank, Deutsche Bank e J.P. Morgan S.A. Os recursos se juntam aos R$ 12 bilhões obtidos em dezembro de 2025, que colocaram em marcha o plano de recuperação. A estratégia foi desenhada para enfrentar um quadro de dificuldades financeiras que vinha produzindo resultados negativos sucessivos.

O cálculo feito no começo dos estudos indicava que seriam necessários R$ 20 bilhões para estancar o sangramento e devolver o lucro à estatal a partir de 2027. Entre as medidas do pacote estão a demissão voluntária de funcionários, o encerramento de áreas que dão prejuízo e a regularização dos débitos atrasados junto aos fornecedores.

O balanço mais recente confirma que o resultado negativo persiste, embora tenha perdido força. Entre abril e junho de 2026, a estatal perdeu R$ 2,39 bilhões — cifra 24,4% inferior à registrada nos três primeiros meses do mesmo ano. Esse encolhimento do déficit aparece entre os termômetros usados para medir o andamento da reestruturação.

Enquanto o plano avança, o cenário político segue movimentado. A eleição de Lula provocou circuit breaker na Ibovespa, disparada do dólar e uma corrida para identificar os nomes cotados para o Ministério da Fazenda. A definição da equipe econômica deve influenciar diretamente a condução de temas como o aval a estatais.

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