Ed Sheeran Explica Saída de Macklemore da Turnê: ‘Foi Decisão do Promotor, Não Minha’

Ed Sheeran Macklemore turnê

O cantor britânico Ed Sheeran quebrou o silêncio sobre a exclusão do rapper Macklemore da etapa norte-americana de sua turnê Loop, que passará por estádios como o Gillette Stadium, em Foxborough, e o Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (8), Sheeran atribuiu a decisão aos promotores e aos donos dos estádios, após as falas pró-Palestina de Macklemore durante os shows de abertura em Nova Jersey, nos dias 4 e 5 de setembro.

No texto, Sheeran afirma estar “horrorizado com o conflito entre Israel e Palestina” e classifica o sofrimento de ambos os lados como “uma tragédia humana”. Ele conta que aceitou Macklemore na turnê no ano passado por respeitá-lo como artista e que, como faz com todos os atos de apoio, permitiu que ele escolhesse seu repertório. No entanto, após as apresentações no MetLife Stadium, os locais dos próximos shows comunicaram que cancelariam as datas se Macklemore continuasse na estrada.

Sheeran relata que passou a semana conversando com os estádios e com ativistas dos dois lados para tentar uma solução mútua, incluindo conversas com Robert Kraft, dono do New England Patriots. “A saída de Macklemore da turnê foi decisão do promotor, não minha. O contrato de Macklemore para a turnê era com o promotor, não comigo”, declarou. Ele também disse que não abandonaria os fãs que já haviam feito planos nem a equipe e os outros artistas que dependem do trabalho.

O comunicado reforça que Sheeran nunca usou seu palco para política e que seus shows são um espaço de união, alegria e acolhimento. “Não sou conivente. Tenho minhas opiniões pessoais sobre esse conflito devastador. Só porque escolho não falar publicamente, não significa que não as tenha, nem que não me importe”, escreveu. Ele justificou a postura dizendo que seu público inclui jovens e crianças de todas as origens, que não esperam um fórum político. Ainda assim, elogiou a determinação de Macklemore em defender o que acredita, mas defendeu que existem várias abordagens para buscar a paz.

A saída de Macklemore foi anunciada mais cedo na segunda-feira pela Messina Touring Group, promotora da turnê. Em nota, a empresa informou que os estádios notificaram que não permitiriam o show com o rapper na programação, o que resultaria no cancelamento da turnê e afetaria centenas de milhares de fãs. “Após discussões com as partes envolvidas, Macklemore não se apresentará nas datas restantes como ato de apoio”, diz o comunicado. O rapper estava escalado para oito dos dez shows que Sheeran ainda tem pela frente, a partir de 19 de setembro, na Filadélfia.

Durante as apresentações em Nova Jersey, Macklemore disse ao público que queria que as pessoas em Gaza e na Cisjordânia ocupada soubessem que não foram esquecidas. “Uma grande parte da razão pela qual quis fazer esta turnê foi para poder subir em estádios como este e dizer duas palavras que são muito caras ao meu coração: ‘Free Palestine'”, afirmou, sob reação mista da plateia. Em seguida, cantou “Hind’s Hall”, música sobre os manifestantes pró-Palestina que ocuparam um prédio da Universidade Columbia, enquanto imagens da destruição em Gaza eram exibidas nos telões. Ele repetiu os comentários na segunda noite.

As falas geraram uma petição do Conselho Israelense-Americano pedindo a remoção do rapper das datas restantes. “Este era um show do Ed Sheeran – não um comício político, não um protesto, e não um evento ativista. A questão não é se Macklemore tem o direito de ter opiniões políticas. A questão é onde a linha deve ser traçada quando um ato de abertura usa uma plataforma global de concertos para promover uma agenda política unilateral”, diz o texto. O discurso viralizou nas redes sociais e ganhou nova onda de manchetes depois que a cantora Pink repostou um pedido para que Macklemore fosse retirado da turnê.

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