O protesto PSBlackout, que convocou jogadores a desligar o PlayStation 5 entre 23 e 30 de agosto, não provocou nenhuma mudança significativa na base de usuários ou no engajamento dos consoles da Sony. A informação é de Mat Piscatella, diretor sênior da Circana, empresa de análise de dados de mercado, que divulgou o balanço nesta segunda-feira (14).
A paralisação foi articulada pelo grupo DoesItPlay como reação ao anúncio do fim da mídia física na plataforma PlayStation, previsto para 2028. A ideia era promover um “blackout econômico e de gameplay”, incentivando os jogadores a manterem seus aparelhos desligados durante o período.
Questionado sobre os efeitos do movimento, Piscatella foi direto: “não houve nenhuma mudança significativa no número de jogadores ou no engajamento em nosso monitoramento”.
Nesta terça-feira (15), o perfil do DoesItPlay no X publicou um comentário sobre as críticas que o movimento vem recebendo. Muitos usuários afirmaram não estar surpresos com o aparente fracasso da greve. “Nenhuma surpresa sobre quem agora está minimizando UM aspecto do #PSBlackout. E a mídia ajuda com posts desmoralizantes e sem contexto. Bravo! Exatamente o que as corporações querem”, escreveu o grupo.
Ainda na mesma publicação, a iniciativa classificou o PSBlackout como “um sucesso em muitos aspectos” e acrescentou que nunca houve a intenção de resolver tudo em uma semana.
Enquanto a Sony enfrenta a repercussão negativa da decisão de encerrar os discos, outras empresas seguem na direção oposta. A GOG, plataforma de jogos digitais para PC conhecida por práticas de preservação como o DRM-free — que garante ao jogador a propriedade do título digital —, recentemente disponibilizou modelos 3D para que os usuários imprimam em casa caixas clássicas de jogos de PC, criando sua própria versão física de determinados títulos.
