Domingo, 1 de novembro de 2026 · Salvador, BA

Flávio Bolsonaro diz que não se arrepende de nada e afirma estar nos EUA

Em nota, o senador Flávio Bolsonaro afirma que não se arrepende de suas decisões e classifica as investigações como perseguição política. Ele confirmou que está nos EUA e pretende conceder entrevistas sem filtros nos próximos dias.

Flávio Bolsonaro

Neste domingo, 1º, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou suas contas em redes sociais para sustentar que sofre perseguição de natureza política e assegurar que nada do que decidiu até hoje lhe causa arrependimento. Desde a quarta-feira passada, 28, quando partiu acompanhado da família, ele está em território norte-americano.

Na nota, Flávio relata ter sido intimado pela Polícia Federal após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenar a entrega de seus passaportes. Ele também cita o caso do pai, Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente que cumpre pena superior a 27 anos de prisão.

“Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz”, escreveu o senador na publicação. Ele acrescentou que deixou o país não por fuga, mas em nome do Brasil: “Não sai do Brasil, sai pelo Brasil!”.

Ao justificar a permanência no exterior, Flávio afirmou que se encontra em território onde pode expressar opiniões sem restrições. “Ao menos estou num país onde posso manifestar livremente minha opinião, não serei alvo de um juíz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta”, declarou.

Segundo o senador, vários veículos de imprensa o procuraram ao longo da semana — entre eles a Rede Globo, que o chamou para uma conversa exclusiva. Ele afirma ter topado desde que o material fosse ao ar completo, sem edição e sem assuntos proibidos; a emissora, conforme seu relato, preferiu não levar adiante. Flávio acrescenta que o Fantástico deve exibir neste domingo uma reportagem extensa a seu respeito, sem lhe dar espaço para resposta.

Na nota, o senador criticou decisões judiciais tomadas logo após o resultado das eleições. Conforme o relato, apenas sete minutos depois do anúncio da vitória já havia uma decisão com medidas cautelares contra ele, baseada em mentiras. Doze horas mais tarde, na rua, ele teria sido intimado do início do que chama de perseguição, ao deixar a residência do ex-presidente.

O senador mencionou ainda o distanciamento de um outro irmão, que já soma mais de 18 meses sem encontrar o pai, e classificou essa situação como contrária à democracia. “Isso não é democracia e está muito longe de ser um processo judicial justo e imparcial”, afirmou. Na sequência, trouxe à tona uma frase dita em 2016 pelo advogado Cristiano Zanin: “Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Diretos Humanos.” O encerramento veio com o aviso de que, ao longo dos próximos dias, pretende conceder entrevistas a órgãos de imprensa do país e do exterior, integralmente e sem qualquer filtro.

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