Half-Life: Alyx roda nativamente no Steam Frame e está grátis para compradores

Half-Life: Alyx

Quem comprar o Steam Frame, novo headset de realidade virtual da Valve, vai levar para casa um dos melhores jogos de VR já feitos. O aparelho, primeiro lançado pela empresa desde 2019, custa US$ 1.059 e vem com uma cópia de Half-Life: Alyx, de 2020, sem a necessidade de um PC desktop.

A proeza técnica fica por conta da portabilidade para ARM64. A Valve reescreveu o jogo para que ele rode nativamente no chip Qualcomm Snapdragon Gen 3 do Steam Frame, o mesmo tipo de processador usado em celulares avançados. Em 2020, o título exigia um computador Windows com placa de vídeo de médio porte. Agora, funciona direto no headset. Mods e níveis extras criados por fãs também são suportados, e saves e modificações pessoais aparecem assim que o jogo é aberto.

Segundo a empresa, a combinação de renderização foveada e rastreamento ocular foi decisiva. “Enquanto inicialmente não achávamos que HL:A rodando nativamente no Steam Frame fosse possível, a combinação de Foveated Rendering e Eye Tracking acabou sendo a bala de prata que nos permitiu fazer funcionar. Os 16 GB de VRAM do Steam Frame também foram uma peça crítica, permitindo evitar mudanças em assets ou degradar a experiência de jogo”, afirmou a porta-voz Kaci Aitchison. A técnica concentra a resolução total onde os olhos estão mirando, economizando processamento.

O trabalho de adaptação consumiu “um ano de esforço extra de software nos drivers Vulkan e no SteamVR”, de acordo com a Valve. A empresa afirma que a maior parte desse desenvolvimento não é específica para Half-Life: Alyx e beneficia outros jogos que rodam no Steam Frame. Correções de bugs, otimizações e recursos extras foram facilitados pela natureza open-source dos drivers, o que permitiu à equipe iterar rapidamente sem depender de terceiros.

Além de rodar jogos portados, o Steam Frame também executa títulos para Windows por meio de camadas de tradução e emulação que a Valve financia há anos, e aplicativos originalmente feitos para headsets Android através de uma camada chamada Lepton. A fidelidade gráfica do port tem concessões em relação à versão de desktop, mas o jogo mantém todos os objetos e assets, sem a sensação de vazio comum em títulos autônomos para Meta Quest.

A Valve não confirma se usará esse trabalho para criar um novo jogo de VR próprio. A empresa já admitiu ter abandonado o desenvolvimento de três jogos completos para VR e, em 2025, afirmou não ter novo conteúdo de VR em produção. Nos bastidores, comenta-se que Half-Life 3 está em desenvolvimento bastante ativo.

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