Segurança no DF planeja esquema especial para julgamento no STF nesta terça-feira

Segurança no DF planeja esquema especial para julgamento no STF nesta terça-feira

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal estuda a implementação de um esquema operacional rigoroso para o julgamento agendado para esta terça-feira (15.set.2026) no Supremo Tribunal Federal (STF). O plenário da Corte irá analisar o pedido de abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, decorrente de mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O planejamento definitivo será definido após uma reunião entre as forças de segurança locais e a equipe do tribunal, prevista para a tarde de segunda-feira (14.set).

O secretário Alexandre Patury afirmou que a Célula de Inteligência já monitora possíveis atos na Esplanada dos Ministérios, incluindo a verificação de reservas em hotéis, movimentações de veículos e chamadas para manifestações. Segundo o gestor, se não houver indicadores de grandes mobilizações, a estratégia adotada será similar à empregada durante as sessões que analisaram os atos de 8 de janeiro. “Se não tiver, a gente vai fazer um esquema de segurança muito parecido com o julgamento lá do 8 de Janeiro”, declarou Patury.

O plano de contingência prevê o uso de drones com câmeras térmicas, policiamento ostensivo na Praça dos Três Poderes e o emprego de câmeras de monitoramento em 360º para a identificação de pessoas e veículos. Caso a inteligência detecte uma mobilização consolidada, o governo distrital está preparado para ampliar o perímetro de segurança e instalar barreiras físicas. Atualmente, o 6º Batalhão da Polícia Militar do DF já mantém patrulhamento na área, que também conta com restrições de acesso devido a obras em curso.

A sessão desta semana ocorre em um cenário de intensa movimentação jurídica interna na Corte. O presidente do STF, Edson Fachin, unificou processos envolvendo decisões conflitantes entre os ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Entre as medidas tomadas, Fachin revogou afastamentos do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news, centralizando a condução do caso na presidência do tribunal. A segurança interna do STF permanecerá sob responsabilidade da equipe do próprio tribunal, enquanto o policiamento externo será coordenado pelo governo local.

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