Mila Seidl revela síndrome do cuidador e diz que perdeu ‘o direito de morrer’

Mila Seidl

Mila Seidl, mulher do apresentador Lito Souza, fez um desabafo nas redes sociais no qual relatou a rotina desgastante que vem enfrentando no hospital, situação que, segundo ela, cobrou um preço alto de sua saúde física e mental. Ao gravar o vídeo, a empresária contou que já não se permite adoecer e nem mesmo morrer, tamanho o peso das responsabilidades com o filho, o trabalho e o quadro do marido.

Na quarta-feira (16/9), Mila publicou nos stories do Instagram um relato sobre a semana atribulada. Um dia antes, havia mencionado uma fala do menino de 7 anos, que observou que a mãe parecia doente. Empresária também no ramo da aviação, ela desabafou: “A verdade é que perdi o direito de ficar doente, inclusive de morrer, estava pensando nisso esses dias, por causa do meu filho, do trabalho e de tudo mais”.

Na sequência, a influenciadora explicou que vem se sentindo emocionalmente abalada e que isso tem refletido no corpo. “E acho que tava ficando emocionalmente doente e algumas coisas físicas também. Não tem como não ficar. E a verdade é que não posso. Agora eu não posso, de jeito nenhum”, afirmou.

Mila contou que os médicos e psicólogos do hospital lhe falaram sobre a síndrome do cuidador, condição em que a pessoa adoece por não dormir, não se alimentar adequadamente e, por vezes, sofrer mais do que o próprio paciente. Ela destacou que, no caso de Lito, ele não sente dor, o que considera um alívio, mas admitiu que a situação não é fácil.

Para tentar equilibrar as obrigações, ela disse que vai seguir uma orientação que recebeu: separar ao menos dois dias da semana para se arrumar, igual a uma jornada habitual, e tocar os negócios. “Vou tentar, pelo menos duas vezes por semana, me vestir, como se fosse um dia normal da minha vida, e trabalhar, que é uma coisa que faço muito bem. Ir pras empresas, criar estratégias, lançar produtos e vender. Porque é o que precisa ser feito agora”, contou.

A empresária também falou sobre a pressão de corresponder às expectativas de quem depende dela. “É isso, todo mundo tá contando comigo. Não posso desapontar as pessoas. Então, pelo menos por dois dias na semana vou fingir que está tudo normal, rezar para que as coisas fiquem tranquilas [fazendo aspas com os dedos] para que eu possa ir trabalhar porque não é fácil”, assumiu.

Ela finalizou o relato dizendo que não há alternativa a não ser encarar a situação. “Graças a Deus, no caso do Lito, ele não tem dor. Isso é um pouco melhor, mas não está sendo fácil. A gente não tem opção: ou é enfrentar ou é enfrentar. Então, é isso, a gente vai enfrentar com o que tenho”, concluiu.

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