O presidente Javier Milei demitiu doze trabalhadores da Quinta de Olivos, endereço oficial da Presidência da Argentina. O jornal argentino La Nación apurou que a medida foi tomada após surgirem relatos de supostos vazamentos relativos a pessoas próximas ao mandatário, às suas atividades e à própria rotina presidencial.
Osvaldo Javier Sosa, que dirigia a Casa Presidencial, é um dos desligados. A lista inclui ainda empregados da cozinha, da jardinagem e da área administrativa, segundo o relato de Daniel Catalano, sindicalista que preside uma associação da categoria, feito em entrevista ao jornal. Os demitidos, diz ele, não ouviram de ninguém os motivos das demissões.
Com a reorganização, integrantes da Casa Militar — órgão encarregado da segurança presidencial — passarão a responder pela administração cotidiana da residência. O governo também extinguiu o órgão que cuidava da gestão do local.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (17/9), a assessoria de imprensa de Milei informou que a mudança tem o objetivo de enxugar a estrutura e o quadro de pessoal. “A Casa Militar assumirá total responsabilidade pelas funções de segurança da Residência Presidencial de Olivos, bem como das residências temporárias do Presidente da Nação e sua família”, declarou o governo. O texto ainda afirma que a medida pretende “reforçar a segurança” e desburocratizar processos internos.
Milei despacha no palácio presidencial, que fica no centro de Buenos Aires, mas tem ocupado a Quinta de Olivos por mais dias úteis que a própria sede do governo. É numa área nobre de Olivos, na periferia da capital, que está a ampla residência. Sua rotina por lá permanece quase desconhecida: ele divide o endereço com cães da raça mastim, e não permite que fotografem os animais.
Integrantes do círculo íntimo de Milei relataram ao La Nación um receio crescente do presidente quanto à propagação de notícias a respeito de seus compromissos privados. Ele, conforme o jornal, estaria preocupado com eventuais “operações” contra ele e seu governo.
